Whindersson Nunes e o prédio de R$ 80 mi: o que ele comprou em SP neste mês?
O humorista fechou a compra de 4 unidades no mesmo edifício na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. Entenda a estratégia por trás do maior negócio imobiliário de uma celebridade no primeiro semestre de 2026.

Na última semana, Whindersson Nunes, 31 anos, consolidou sua posição como um dos maiores investidores imobiliários entre as celebridades brasileiras. O humorista adquiriu quatro apartamentos no recém-lançado Residencial Aurora, na Vila Leopoldina, por um total de R$ 80 milhões, segundo informações registradas no Cartório de Registro de Imóveis da 10ª Circunscrição de São Paulo.
O negócio chamou atenção não só pelo valor — o maior entre personalidades neste trimestre, segundo levantamento do Secovi-SP — mas pela estratégia: três unidades são plantas de 180 m² e uma é uma cobertura duplex de 400 m², todas no mesmo empreendimento. "Ele está claramente montando um portfólio de aluguel de alto padrão e também pensando em conforto pessoal", explica Maria Fernanda Silva, analista imobiliária da Creditas, em entrevista ao Perspectiva Imobiliária.
A escolha da Vila Leopoldina não é aleatória. O bairro, que há cinco anos tinha preço médio de R$ 9.000/m², segundo o FipeZap, valorizou 68% desde então, atingindo R$ 15.120/m² no trimestre atual. A região se beneficia da proximidade com a Marginal Pinheiros e do boom de escritórios na Berrini, além de projetos de revitalização da prefeitura. "É um movimento típico de investidor experiente: comprar em área em forte valorização antes de o hype se esgotar", avalia o economista Pedro Thompson, da Abrainc.
Whindersson, que já declarou em lives que imóveis são sua "poupança blindada", diversificou entre renda e uso próprio. A cobertura, avaliada em R$ 25 milhões, deve ser sua nova residência em São Paulo, enquanto os outros três apartamentos — com potencial de aluguel de R$ 25 mil mensais cada, segundo estimativas do mercado — gerarão retorno anual de cerca de 8%, superior à poupança e ao CDI, que está em 9,25% ao ano após a última alta do Copom em junho.
O movimento do humorista reflete uma tendência entre investidores institucionais e pessoas físicas de alta renda: concentrar patrimônio em imóveis residenciais de alto padrão em bairros emergentes. No primeiro semestre de 2026, as vendas de imóveis acima de R$ 5 milhões cresceram 22% em São Paulo, segundo dados da B3 e do Secovi. "A classe média alta está buscando proteção contra a inflação, que fechou maio em 4,8%, e os imóveis de luxo têm se mostrado um hedge eficiente", afirma Thompson.
Para quem quer seguir o exemplo, a lição de Whindersson vai além do glamour: pesquisa de mercado, foco em regiões com potencial de valorização e equilíbrio entre uso pessoal e geração de renda. "Não adianta comprar um imóvel caro em área estagnada. Ele acertou ao apostar na Leopoldina, que ainda tem fôlego para crescer", conclui Silva. Com a Selic em 11% ao ano e a inflação sob controle, o momento é de cautela, mas para quem tem capital e visão de longo prazo, as oportunidades aparecem.


