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Selic mantida em 13,5% ao ano: como a decisão do Copom impacta o financiamento imobiliário nesta semana

A manutenção da taxa básica de juros em 13,5% pelo Banco Central nesta semana surpreendeu parte do mercado e reforça a cautela dos bancos na oferta de crédito imobiliário. Saiba como isso afeta quem busca financiar um imóvel agora.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic mantida em 13,5% ao ano: como a decisão do Copom impacta o financiamento imobiliário nesta semana

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 13,5% ao ano na reunião encerrada nesta quarta-feira, 15 de julho, contrariando expectativas de parte do mercado que apostava em um corte de 0,25 ponto percentual. A decisão reflete a persistência de pressões inflacionárias e a incerteza fiscal, especialmente após a aprovação da PEC do Imposto de Renda no Congresso na semana passada.

Para o financiamento imobiliário, a taxa básica de juros elevada continua sendo o principal freio. Dados da Abrainc divulgados nesta semana mostram que as vendas de imóveis no primeiro semestre de 2026 caíram 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 89 mil unidades. As incorporadoras atribuem a retração ao encarecimento do crédito, com taxas de financiamento bancário entre 11% e 14,5% ao ano, dependendo do perfil do comprador.

O índice FipeZap de julho, atualizado na segunda-feira, apontou alta de 0,35% nos preços dos imóveis em São Paulo, abaixo da inflação projetada para o mês (0,42%). Esse arrefecimento no ritmo de valorização indica que a demanda compradora está contida, com muitos potenciais adquirentes esperando uma queda mais consistente dos juros para entrar no mercado.

A Secovi-SP informou, em nota técnica divulgada ontem, que a relação entre o valor das parcelas do financiamento e a renda familiar comprometida atingiu 28,5% em junho, próximo do teto prudencial de 30%. Segundo a entidade, os bancos têm exigido entradas maiores – média de 25% do valor do imóvel – e reduzido prazos máximos de 85 anos para até 30 anos nos contratos mais arrojados.

Para os investidores imobiliários, a manutenção da Selic reforça a atratividade dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) de papel, que acompanham o CDI. O Ifix, índice da B3 que reúne os principais FIIs, acumula alta de 2,1% no mês de julho, impulsionado por dividendos mensais médios de 0,85% ao mês. Já os fundos de tijolo enfrentam vacância elevada em lajes corporativas, com taxa de 18,3% no segundo trimestre, segundo dados da consultoria Buildings.

A expectativa para o próximo Copom, em setembro, é de um novo corte de 0,25 ponto, segundo a mediana do boletim Focus divulgado nesta manhã. Enquanto isso, a orientação para quem pretende financiar um imóvel é negociar com múltiplos bancos, considerar o uso do FGTS Futuro – disponível desde abril – e avaliar se a entrada de 30% não compromete demais o orçamento familiar.

#Selic#financiamento imobiliário#Copom
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