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Selic a 12% derruba financiamento imobiliário em junho: o que muda para quem quer comprar agora?

Com a Selic em 12,00% ao ano e nova alta prevista para agosto, contratos de financiamento imobiliário com recursos da poupança caíram 18% em junho. Entenda como o mercado está se ajustando e o que esperar do segundo semestre.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 12% derruba financiamento imobiliário em junho: o que muda para quem quer comprar agora?

O mercado imobiliário brasileiro sentiu o impacto da última decisão do Copom, que elevou a Selic para 12,00% ao ano no fim de maio. Dados divulgados nesta semana pela Abrainc e pelo Banco Central mostram que os financiamentos com recursos da caderneta de poupança — principal motor do crédito imobiliário — totalizaram R$ 11,2 bilhões em junho, uma queda de 18% em relação a maio e de 24% na comparação com junho de 2025.

A alta dos juros básicos encareceu o crédito e reduziu o poder de compra das famílias. No trimestre atual (abril a junho), o volume financiado somou R$ 36,8 bilhões, o menor dos últimos dois anos. Segundo o Secovi-SP, a taxa média de juros nos contratos com recursos da poupança subiu de 9,5% para 10,2% ao ano desde o início de 2026, desestimulando novos pedidos.

O cenário é particularmente duro para imóveis na faixa de R$ 300 mil a R$ 800 mil, que dependem fortemente do crédito. Em São Paulo, o número de unidades vendidas em junho caiu 12% ante maio, de acordo com a pesquisa de mercado da FipeZap. Já em capitais como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a retração foi de 9% e 14%, respectivamente.

A expectativa do mercado é de nova alta na Selic na reunião do Copom marcada para 29 de julho, para 12,50% ao ano, conforme sinalizou o último comunicado do Banco Central. Isso deve pressionar ainda mais as taxas de financiamento. Por outro lado, os recursos do FGTS e do programa Casa Verde e Amarela continuam com juros controlados, mas com orçamento limitado — a fila de espera já supera 400 mil famílias, segundo o Ministério das Cidades.

Para quem planeja comprar imóvel neste segundo semestre, especialistas recomendam acelerar a aprovação de crédito enquanto as taxas atuais ainda estão disponíveis. "Quem tem entrada boa e renda estável deve buscar a contratação agora, antes de agosto", diz Carlos Mello, economista-chefe do Secovi-SP. Outra saída tem sido a portabilidade de contratos mais antigos, que ainda têm taxas pré-fixadas baixas, mas a oferta está se esgotando.

A conclusão dos analistas é que o mercado imobiliário entra em um período de ajuste, com menos lançamentos e maior seletividade nos financiamentos. Em julho, as vendas de imóveis usados cresceram 5% nas capitais, sinal de que compradores estão migrando para opções mais baratas. A dica de ouro: negocie taxas, use o FGTS como entrada e fique de olho no leilão de imóveis bancários — em junho, os descontos médios chegaram a 35%.

#Selic#financiamento imobiliário#mercado imobiliário junho 2026
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