Valorização imobiliária: 5 cidades que subiram até 18% no trimestre
Levantamento da FipeZap revela as cidades que mais valorizaram entre maio e julho; veja se a sua está na lista e o que impulsionou os preços.

O mercado imobiliário brasileiro segue aquecido, mas com grandes diferenças regionais. Nesta semana, a FipeZap divulgou o ranking trimestral de valorização, e cinco cidades se destacaram com altas de até 18% entre maio e julho de 2026. Enquanto capitais como São Paulo e Rio tiveram ganhos moderados, cidades médias e polos regionais lideraram o avanço.
O destaque ficou com Goiânia, que viu o preço médio do metro quadrado saltar 18,3%, puxado pela expansão do setor de serviços e pela chegada de novos empreendimentos de alto padrão. Em seguida, aparecem Florianópolis (15,7%), impulsionada pelo turismo e pela migração de trabalhadores remotos, e Campinas (14,9%), beneficiada pela proximidade com o hub tecnológico de São Paulo.
Segundo analistas da Abrainc, a alta reflete uma combinação de juros estáveis — o Copom manteve a Selic em 11,5% ao ano na reunião do mês passado — e a retomada do crédito imobiliário, que cresceu 12% no semestre. Além disso, o programa federal de habitação lançado em abril, com subsídios de até R$ 50 mil, ampliou a demanda por imóveis de até R$ 350 mil, especialmente em cidades médias.
Outras duas cidades que entraram no top 5 foram Joinville (13,2%) e Vitória (12,8%). Em Joinville, a instalação de novas fábricas de tecnologia gerou empregos e atraiu investidores, enquanto Vitória se beneficia da valorização de bairros litorâneos como Praia do Canto e Jardim da Penha.
Para o investidor, o cenário exige atenção: enquanto as capitais tradicionais oferecem liquidez, as cidades emergentes apresentam maior potencial de ganho, mas também maior risco de oscilação. Especialistas recomendam analisar indicadores locais, como crescimento do PIB e taxa de vacância, antes de decidir.
O ranking completo da FipeZap, com dados de 70 cidades, será divulgado na próxima semana. A tendência, segundo o Secovi, é de que a valorização continue, mas em ritmo mais moderado, com alta média de 6% a 8% para o resto do ano.


