Valorização imobiliária: 5 capitais que dispararam no 2º trimestre
Enquanto a média nacional avançou 3,2%, algumas capitais viram seus imóveis subirem até 8,4%. Descubra quais cidades lideram o ranking e por que elas devem continuar em alta no segundo semestre.

O segundo trimestre de 2026 trouxe surpresas para o mercado imobiliário brasileiro. Segundo dados divulgados nesta semana pelo Índice FipeZap, a valorização média dos imóveis nas 50 cidades monitoradas foi de 3,2%, mas esse número esconde movimentos bem mais fortes em algumas capitais. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro tiveram altas modestas de 2,1% e 1,8%, respectivamente, cidades médias e capitais do Nordeste e Centro-Oeste registraram aumentos expressivos, puxados por uma combinação de renda em alta, juros em queda e migração de investidores para mercados com maior potencial de retorno.
A líder do ranking foi Palmas (TO), com impressionantes 8,4% de valorização no trimestre. O que explica esse salto? A capital tocantinense se beneficiou de um forte fluxo de obras públicas e privadas, além do crescimento do agronegócio na região. Procurador por investidores em busca de imóveis com preço inicial mais acessível, o metro quadrado em Palmas saltou de R$ 4.850 para R$ 5.258 em apenas três meses. Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) confirmam que os lançamentos na cidade cresceram 25% no período, sinalizando que a demanda continua aquecida.
Em segundo lugar, aparece João Pessoa (PB), com alta de 7,6%. A capital paraibana vem se consolidando como um dos destinos preferidos de aposentados e investidores em busca de qualidade de vida, e o setor de alto padrão não para de lançar novos empreendimentos. O Índice de Preços de Imóveis da própria cidade, divulgado pelo Secovi-PB, mostra que bairros como o Cabo Branco e Tambaú tiveram os maiores aumentos, puxados pela escassez de terrenos disponíveis e pela alta demanda de compradores de outras regiões.
Goiânia (GO) completa o pódio com 6,9%. A capital goiana combina um mercado local forte com um fluxo crescente de investidores de São Paulo e Brasília, atraídos pelo preço ainda relativamente baixo e pela perspectiva de valorização. O Banco Central, em sua última ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de julho, já havia sinalizado que a Selic deve continuar caindo, o que tende a baratear o crédito imobiliário e potencializar ainda mais a demanda em cidades como Goiânia. Especialistas do setor ouvidos pelo Perspectiva Imobiliária acreditam que o segundo semestre deve manter o ritmo, com destaque para as cidades de médio porte que oferecem infraestrutura e qualidade de vida.
Para o investidor, a leitura é clara: diversificar geograficamente pode ser a chave para maximizar retornos. Enquanto os grandes centros oferecem segurança e liquidez, as capitais emergentes apresentam um potencial de valorização muito maior no curto prazo. No entanto, é preciso cautela: a liquidez desses mercados é menor, e a venda de um imóvel pode levar mais tempo. O recomendado é avaliar a dinâmica local de renda e emprego, além de acompanhar os próximos lançamentos, para não comprar no pico da euforia.
Com a Selic projetada para encerrar o ano em 10,5% ao ano, segundo as últimas estimativas do mercado, o crédito imobiliário deve continuar acessível. Isso tende a sustentar a valorização em todo o país, mas especialmente nas cidades que oferecem maior potencial de crescimento. Fique de olho nos próximos relatórios da FipeZap e nas decisões do Copom: os próximos trimestres prometem novas surpresas no ranking de valorização imobiliária brasileira.


