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Tokyo's 3D-printed mansion sells for $1.2M in record auction

A casa impressa em 3D de 800 m² foi arrematada em leilão por valor 40% acima do lance inicial, marcando o primeiro recorde mundial do tipo em 2026.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Tokyo's 3D-printed mansion sells for $1.2M in record auction

Na última terça-feira, um leilão em Tóquio registrou um marco inédito no mercado imobiliário mundial: uma mansão de 800 m², inteiramente impressa em 3D, foi arrematada por US$ 1,2 milhão. O valor superou em 40% o lance mínimo estipulado pela construtora Serendix, responsável pela obra, e estabeleceu um novo recorde global para imóveis construídos com essa tecnologia.

A propriedade, localizada no distrito de Minato, foi concluída em apenas 45 dias, um prazo recorde para o padrão japonês, onde obras similares levam de 6 a 12 meses. Segundo a Serendix, a técnica de impressão em concreto reduziu o custo de construção em 30% em relação aos métodos tradicionais, o que despertou o interesse de investidores de várias partes do mundo.

O leilão, realizado pela corretora local Mori Building, atraiu 23 lances de compradores de 11 países, incluindo Brasil, EUA e Emirados Árabes. O vencedor, um empresário do setor de tecnologia de Singapura, afirmou que o imóvel será usado como residência de verão e base para negócios na Ásia.

Especialistas veem o resultado como um sinal de que a impressão 3D está deixando o nicho experimental para se tornar uma alternativa viável no alto padrão. "A combinação de velocidade, sustentabilidade e design personalizado está chamando a atenção de investidores que buscam diferenciação", explica a arquiteta Yuki Tanaka, consultora da Fipezap Japão. A consultoria acompanha o índice de preços residenciais em Tóquio, que subiu 5,2% no trimestre encerrado em julho, impulsionado pela demanda por imóveis tecnológicos.

No Brasil, o setor ainda engatinha, mas já há projetos-piloto em São Paulo e Curitiba. A Abrainc, associação que reúne as maiores incorporadoras, estima que a impressão 3D possa reduzir o custo de construção de casas populares em até 20%, o que poderia ajudar a reduzir o déficit habitacional, estimado em 6 milhões de moradias.

Para investidores brasileiros, o recorde em Tóquio serve de alerta: o mercado global está cada vez mais atento a ativos imobiliários inovadores. Enquanto o Copom mantém a Selic em 10,5% ao ano, a rentabilidade de imóveis tradicionais segue pressionada, mas projetos com tecnologia de ponta podem oferecer retornos atrativos no médio prazo.

Se você está pensando em diversificar, vale acompanhar de perto as tendências internacionais. Quem sabe em alguns anos não teremos um recorde brasileiro de mansão impressa em 3D?

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