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Selic a 15%: quanto sua parcela sobe esta semana e 3 escapes

Copom manteve juros em 15% e bancos já reajustaram linhas. Veja o impacto real no bolso e as alternativas para não desistir do imóvel.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 15%: quanto sua parcela sobe esta semana e 3 escapes

O Copom manteve a Selic em 15% ao ano na última quarta-feira, mas o efeito prático para quem busca financiamento imobiliário chegou com força nessa semana. Os principais bancos privados já subiram as taxas dos seus financiamentos em 0,5 ponto percentual, elevando o custo médio para 12,9% ao ano, segundo levantamento do Banco Central divulgado ontem. Para quem ia financiar R$ 500 mil em 300 meses, a parcela saltou de R$ 5.410 para R$ 5.640, um acréscimo de R$ 230 por mês.

Essa alta, no entanto, não é linear. Os bancos públicos, como Caixa e BB, ainda operam com linhas de crédito atreladas à poupança, que renderam 8,7% nos últimos 12 meses e seguem oferecendo taxas menores, na casa de 11,5% ao ano. A diferença pode chegar a R$ 450 por mês na mesma simulação, o que torna imprescindível pesquisar antes de assinar. Dados da Abrainc mostram que 38% dos compradores desistem da compra quando a parcela ultrapassa 30% da renda familiar, e o atual patamar de juros já pressiona esse indicador.

Para quem já tem contrato assinado, a notícia é um alívio: a maioria dos financiamentos é atrelada à TR, que segue em 0% desde 2023, mas vale conferir se o seu contrato usa o índice antigo. Já quem está no mercado agora precisa considerar alternativas como o uso do FGTS, que pode abater até R$ 50 mil do saldo devedor, ou o programa Casa Verde e Amarela, que oferece subsídios de até R$ 47 mil para famílias com renda de até R$ 2,6 mil.

O mercado já sente o impacto: as vendas de imóveis novos caíram 4% no segundo trimestre, segundo a Secovi-SP, e os lançamentos recuaram 7% na mesma base. Por outro lado, os preços continuam subindo, puxados pela falta de oferta e pelo custo dos insumos. O índice FipeZap acumula alta de 6,4% no ano, o que indica que, para quem consegue comprar, o imóvel ainda é um bom refúgio contra a inflação.

Os especialistas ouvidos pela reportagem recomendam agir rápido: a tendência é que os bancos privados voltem a subir as taxas nas próximas semanas, caso o Copom sinalize nova alta em setembro. A ata do último encontro, divulgada hoje, trouxe tom duro e não descarta elevação. Quem está esperando o mercado esfriar pode acabar pagando mais caro no fim.

Uma saída criativa tem sido o uso de consórcios, que voltaram a crescer 12% no primeiro semestre, segundo a Abac. Com a Selic alta, as cotas renderam mais e os grupos estão contemplando mais rapidamente. Para quem tem pressa, no entanto, o financiamento direto com a construtora, que muitas vezes oferece taxas subsidiadas, ainda é uma porta de entrada.

No fim, a decisão depende do perfil. Se você tem recurso para entrada maior, vale esperar a poeira baixar, mas se a renda está estável, travar uma taxa hoje pode ser mais vantajoso que arriscar uma Selic de 16% em outubro. O momento exige planejamento, mas não paralisia. O mercado imobiliário segue vivo, e as oportunidades aparecem para quem está atento.

#Selic#financiamento imobiliário#Copom
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