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Selic a 14,75%: quanto sua parcela subiu após o Copom desta semana

Com a nova alta de 0,5 ponto, financiar 80% de um imóvel de R$ 500 mil ficou R$ 487 mais caro por mês. Veja os impactos em SP e RJ.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 14,75%: quanto sua parcela subiu após o Copom desta semana

A decisão do Copom desta semana, que elevou a Selic para 14,75% ao ano, já reajustou as parcelas de quem financiou imóvel pela tabela Price. Segundo simulações da Abrainc, um comprador que financiou R$ 400 mil (80% de um imóvel de R$ 500 mil) em 360 meses viu a prestação saltar de R$ 4.312 para R$ 4.799, uma diferença de R$ 487 por mês.

O movimento, que interrompeu um ciclo de três quedas consecutivas no primeiro semestre, foi justificado pelo Banco Central como resposta à inflação de 5,2% no acumulado de 12 meses até julho, acima do teto da meta. A alta surpreendeu parte do mercado, que esperava manutenção, e já provocou revisão das projeções da FipeZap para os preços de imóveis no segundo semestre.

No mercado imobiliário, o efeito imediato é o encarecimento do crédito. Nos bancos privados, as taxas para financiamento subiram de 11,9% para 12,4% ao ano em média, enquanto bancos públicos ainda praticam 10,8%, mas com teto de avaliação limitado. A Caixa Econômica Federal anunciou nesta sexta-feira (29) que reduzirá o prazo máximo de financiamento em áreas consideradas de alto risco, medida que visa conter a inadimplência.

A B3, por sua vez, registrou queda de 12% na emissão de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) neste mês, reflexo da maior aversão ao risco. Incorporadoras como MRV e Cyrela já sinalizaram revisão de lançamentos para o último trimestre, conforme noticiou o jornal Valor Econômico.

Para quem já contratou o financiamento, a dica dos especialistas é renegociar taxas no banco, especialmente se tiver bom relacionamento ou score elevado. A portabilidade de crédito continua sendo uma alternativa, já que alguns bancos médios oferecem condições até 1,2 ponto percentual menores para atrair clientes.

Em médio prazo, a expectativa é de que a Selic permaneça elevada até o fim do ano, com possível novo aumento em novembro, caso a inflação não recue. A Secovi-SP aponta que o mercado de imóveis usados está mais aquecido que o de lançamentos, uma vez que o FGTS pode ser usado como entrada em compras de usados, mas não cobre a parcela de juros.

Portanto, o momento exige cautela e planejamento. Se você está pensando em comprar, avalie usar mais recursos próprios para reduzir o montante financiado. Se já possui financiamento, procure seu gerente para renegociar — uma redução de 1 ponto percentual pode economizar cerca de R$ 18 mil ao longo do contrato.

#Selic#financiamento imobiliário#Copom#taxa de juros#impacto no bolso
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