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Selic a 14,25%: parcela sobe R$ 480 e compra de imóvel recua 12%

Novo Copom surpreende e taxa fica em 14,25%. Financiamento imobiliário encarece, e mercado já sente queda nas vendas. Saiba como se proteger.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 14,25%: parcela sobe R$ 480 e compra de imóvel recua 12%

A decisão do Copom desta semana, que manteve a Selic em 14,25% ao ano, já tem efeito direto no bolso de quem financiou um imóvel recentemente. Segundo simulações da Abrainc, a parcela de um financiamento de R$ 500 mil em 35 anos subiu cerca de R$ 480 por mês em relação ao início do ano, quando a taxa básica estava em 12%. O impacto é imediato e assusta quem estava planejando a compra.

Os números do trimestre atual confirmam a retração: as vendas de imóveis novos nas capitais brasileiras recuaram 12% em julho, segundo dados da FipeZap divulgados nesta semana. Em São Paulo, a queda foi de 9%, enquanto no Rio chegou a 15%. A alta dos juros, somada à inflação dos materiais de construção, tornou o sonho da casa própria mais distante para muitos.

O diretor de economia da Abrainc, em entrevista ao Perspectiva Imobiliária, explicou que a Selic elevada não afeta apenas o crédito imobiliário: "Ela encarece o custo de captação dos bancos, que repassam para as taxas finais dos financiamentos. Com a taxa média subindo de 10,7% para 11,2% em um mês, a parcela fica mais pesada e o poder de compra diminui."

Mas nem tudo é negativo. O investidor que tem recursos próprios ou usa o FGTS pode encontrar boas oportunidades. Com a concorrência menor, muitos incorporadores estão oferecendo condições especiais, como desconto de 5% no pagamento à vista ou entrada facilitada. "É um momento de barganha, mas exige planejamento e pesquisa", afirma a consultora imobiliária Maria Fernanda, que atua na capital paulista.

Para quem já tem financiamento, a dica é tentar a portabilidade para um banco com taxas menores. Segundo o Banco Central, a portabilidade de crédito imobiliário cresceu 23% no primeiro semestre de 2026, reflexo da busca por melhores condições. Especialistas recomendam simular em pelo menos três instituições.

A expectativa do mercado, conforme pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, é de que a Selic comece a cair apenas no segundo trimestre de 2027. Até lá, o financiamento deve seguir caro. Por isso, analistas da Secovi de São Paulo aconselham: se você está prestes a comprar, avalie o impacto das parcelas no orçamento a longo prazo. Se já é proprietário, foque em amortizar a dívida ou renegociar o contrato. O momento exige cautela e estratégia.

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