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Selic a 12,25%: quanto sua parcela imobiliária sobe nesta semana

Com o Copom segurando a taxa, bancos já reajustam o crédito imobiliário. Veja o impacto real no bolso e as alternativas para não pagar mais caro.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 12,25%: quanto sua parcela imobiliária sobe nesta semana

O Copom manteve a Selic em 12,25% ao ano na reunião da última quarta-feira, mas o efeito no financiamento imobiliário já apareceu nos balcões dos bancos. Nesta semana, a Caixa Econômica Federal e o Itaú Unibanco reajustaram em até 0,4 ponto percentual as taxas de novas operações com recursos da poupança, conforme apurou o Perspectiva Imobiliária. Para quem vai assinar o contrato agora, a parcela de um imóvel de R$ 500 mil pode ficar R$ 280 mais cara do que no início do mês.

Segundo dados da Abrainc divulgados na segunda-feira, o custo efetivo total médio do crédito imobiliário com recursos direcionados subiu de 10,9% para 11,2% ao ano entre julho e agosto. A alta reflete não apenas a Selic, mas também o aperto na liquidez da caderneta, que registrou saques líquidos de R$ 2,1 bilhões no último mês. Com menos dinheiro na poupança, os bancos têm menos lastro para emprestar a juros baixos e repassam o custo ao comprador.

O impacto prático: para um financiamento de R$ 400 mil em 35 anos, a parcela inicial salta de R$ 3.420 para R$ 3.700 com a nova taxa, segundo simulações feitas pelo portal com dados de três grandes bancos. No trimestre atual, a alta acumulada já chega a 1,8% no valor das parcelas, pressionando o comprometimento de renda das famílias. Enquanto isso, o Índice FipeZap de preços anunciados em São Paulo subiu 0,35% na última semana, indicando que os vendedores ainda tentam repassar a inflação de custos.

A boa notícia é que nem todo mundo precisa pagar essa conta. Com o FGTS, a taxa máxima para imóveis de até R$ 1,5 milhão segue em 8,66% ao ano, muito abaixo do mercado. Na Caixa, a linha pró-cotista está com R$ 3,4 bilhões em orçamento para este semestre, mas o banco já avisou que pode reduzir o volume se a demanda continuar forte. Outra alternativa é o crédito com recursos da poupança em cooperativas, que ainda operam com taxas a partir de 9,9% para bons pagadores.

Para quem já tem contrato com taxa prefixada, não há mudança. Mas quem optou por pós-fixada (TR + taxa) precisa ficar atento: a TR subiu 0,03% no mês, elevando o saldo devedor. Especialistas ouvidos pela reportagem recomendam revisar o contrato e, se possível, migrar para a modalidade mista, com parte prefixada, para evitar surpresas no próximo reajuste anual.

No médio prazo, a sinalização do Banco Central é de cautela. O boletim Focus desta semana prevê Selic estável em 12,25% até dezembro, mas com viés de alta para 2027. Isso significa que o crédito imobiliário deve continuar caro por um bom tempo. A recomendação dos analistas é clara: quem está esperando o momento perfeito pode acabar pagando mais. Com o mercado aquecido nos lançamentos – alta de 15% no segundo trimestre, segundo a Secovi –, a hora de negociar é agora, mas com pesquisa de taxas e simulação realista do orçamento.

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