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Selic a 11,75%: quanto o Copom encarece seu financiamento esta semana

Com a nova alta do juro básico, a parcela de um imóvel de R$ 500 mil pode subir R$ 312 já na próxima simulação. Veja os números por banco.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Selic a 11,75%: quanto o Copom encarece seu financiamento esta semana

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic para 11,75% ao ano na última quarta-feira (26), no terceiro aumento consecutivo do ciclo. Para quem está negociando um financiamento imobiliário, o impacto é imediato: segundo simulações da Abrainc com base nas tabelas dos bancos, a prestação de um apartamento de R$ 500 mil com entrada de 20% e prazo de 30 anos pode subir até R$ 312 por mês, dependendo do banco e do índice contratado.

A alta veio em linha com o esperado pelo mercado — o boletim Focus já projetava 11,75% —, mas pegou muitos compradores no meio do processo. Segundo o Secovi-SP, cerca de 38% dos contratos de financiamento em andamento na capital paulista ainda não tiveram as taxas fixadas. Quem já assinou com taxa prefixada está protegido; quem usa TR ou IPCA, como nos contratos da Caixa com FGTS, sentirá o peso já na próxima parcela.

Nas contas do Banco Central, um ponto percentual de Selic equivale, em média, a um acréscimo de R$ 38 por R$ 100 mil financiados em 30 anos. Ou seja: com os 0,5 ponto percentual anunciados, um financiamento de R$ 400 mil passa a custar R$ 76 a mais por mês. Se o Copom mantiver o ritmo — o mercado aposta em mais 0,5 ponto em setembro —, o efeito acumulado chegará a R$ 228 mensais até o fim do ano.

A resposta dos bancos já começou. O Itaú Unibanco reajustou em 0,3 ponto percentual as taxas das linhas com recursos da poupança nesta sexta-feira (28), segundo apurou o Perspectiva Imobiliária. O Santander e o Bradesco devem seguir o mesmo caminho na próxima semana. A Caixa Econômica Federal, maior agente do setor, mantém as taxas do SBPE até segunda-feira (31), mas estudos internos já avaliam um ajuste de até 0,5 ponto.

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Para quem está planejando comprar, a janela de oportunidade está se fechando. Especialistas ouvidos pela reportagem recomendam simular rapidamente e, se possível, contratar a taxa prefixada antes das mudanças de setembro. Vale lembrar que, para imóveis de até R$ 1,5 milhão, ainda há condições especiais com recursos do FGTS, cujas taxas são menores, mas que também podem ser reajustadas a partir do próximo Copom.

No mercado secundário, os FIIs de papel, que se beneficiam da alta da Selic, têm atraído investidores em busca de renda fixa com lastro imobiliário. Os fundos CRI e os títulos indexados ao IPCA, como os incentivados, estão com retornos acima de IPCA+8%, segundo dados da Anbima divulgados nesta semana. Já os fundos de tijolo, que dependem de locação, podem sofrer com a desaceleração da economia.

A recomendação dos analistas é clara: quem está endividado, renegocie antes do próximo aperto; quem tem dinheiro parado, aproveite os juros altos para aplicar em ativos indexados à inflação; e quem vai comprar, não espere a poeira baixar. A tendência é de que a Selic atinja o pico de 12% ainda neste trimestre, mas o BC já sinalizou que pode ir além se a inflação de alimentos não ceder.

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