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Revelado: os 3 bairros de SP que valorizaram 35% neste semestre

Enquanto a média da cidade subiu 8%, esses bairros dispararam. Entenda o que eles têm em comum e se ainda há janela para comprar antes da próxima alta.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Revelado: os 3 bairros de SP que valorizaram 35% neste semestre

Dados do índice FipeZap referentes ao segundo trimestre de 2026, divulgados nesta semana, mostram uma disparada incomum em três bairros da zona oeste de São Paulo: Perdizes, Alto de Pinheiros e Vila Madalena. Juntos, eles registraram valorização média de 35% entre janeiro e junho, ante 8% do Índice FipeZap para a capital paulista no mesmo período.

O movimento é puxado por lançamentos recentes de médio e alto padrão, que começaram a ser entregues neste trimestre. Segundo a Secovi-SP, a oferta de imóveis novos nessas regiões cresceu 22% no primeiro semestre de 2026, com destaque para empreendimentos com lazer completo e áreas de até 120 m². A demanda, alimentada por financiamentos com taxas mais atrativas após a queda da Selic em maio, superou a oferta em 30%.

A incorporadora Vitacon, que lançou três torres na Vila Madalena em abril, vendeu 70% das unidades em menos de 60 dias. O preço médio do metro quadrado na região saltou de R$ 14.500 para R$ 19.800. Em Perdizes, o lançamento do residencial ‘Green Park’ da Cyrela, com 240 unidades, atingiu 85% de vendas na planta ainda em junho. A procura veio tanto de investidores de FIIs quanto de compradores de primeira moradia.

O que explica tamanha alta? Especialistas ouvidos pelo Perspectiva Imobiliária apontam três fatores: (1) a expansão da linha de metrô 6-Laranja, que deve entrar em operação parcial em 2027; (2) a aprovação de novos projetos de retrofit em prédios comerciais subutilizados, que trouxeram mais serviços para os bairros; e (3) a migração de investidores do centro, que buscam imóveis com potencial de aluguel por temporada, impulsionados pela regulação do Airbnb na cidade.

Mas há riscos. A Abrainc alerta que o ritmo de lançamentos pode levar a uma oferta excessiva em 2027, pressionando os preços no médio prazo. Além disso, o Copom já sinalizou que pode voltar a elevar a Selic no último trimestre deste ano, o que encareceria o crédito imobiliário. Quem comprou na alta de 35% pode ver o ganho estagnar caso a taxa suba. A dica de quem entende do mercado: focar em imóveis com localização consolidada e baixo risco de vacância, e negociar condições de pagamento alongadas.

No balanço do trimestre, a valorização desses bairros superou a de Balneário Camboriú, que registrou alta média de 21% no mesmo período. Para o investidor que busca diversificação, a janela ainda existe, mas exige cautela. Ficar de olho nos próximos lançamentos e nas decisões do Banco Central será essencial. O momento é de escolher bem o tijolo, não de correr atrás de qualquer promessa.

#mercado imobiliário#São Paulo#valorização
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