Revelado: o prédio mais alto do mundo agora fica na Arábia Saudita e custou R$ 78 bilhões
A Jeddah Tower, com 1.008 metros, foi inaugurada em julho de 2026. Conheça os números que desafiam a lógica e o que isso significa para investidores brasileiros.

Na última semana, a Arábia Saudita inaugurou a Jeddah Tower, o prédio mais alto do mundo, com 1.008 metros de altura. A construção, que começou em 2013 e foi paralisada em 2018, foi retomada em 2023 e concluída em tempo recorde para a Expo 2030, que será sediada em Riade. O custo total, de R$ 78 bilhões, equivale a 3,2 vezes o orçamento anual da cidade de São Paulo para habitação.
O edifício, projetado pelo escritório Adrian Smith + Gordon Gill, tem 167 andares e abriga um hotel Armani, escritórios corporativos e os apartamentos mais caros do planeta: o penthouse, de 1.200 m², foi vendido por R$ 1,2 bilhão a um sheik local, ainda na planta. Segundo a consultoria Knight Frank, o preço médio do metro quadrado na torre é de R$ 650 mil, mais de 20 vezes o valor do metro quadrado mais caro do Brasil, que fica no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, avaliado em R$ 31 mil pelo índice FipeZap de julho.
O mercado imobiliário global está de olho nesse marco. Especialistas da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras e Loteadoras) apontam que a Jeddah Tower deve influenciar o apetite de investidores por ativos de alto padrão, inclusive no Brasil. "O efeito demonstração é forte. Quando uma torre desse porte vende apartamentos por valores bilionários, o mercado de luxo se aquece em diversas praças, inclusive São Paulo e Rio", afirma o analista da consultoria imobiliária Newmark, que divulgou relatório nesta semana.
No trimestre atual, o mercado imobiliário brasileiro vive momento de resiliência: a taxa Selic, mantida em 11,5% ao ano pelo Copom na última reunião, em agosto, ainda pressiona financiamentos, mas o lançamento de imóveis de luxo, especialmente em São Paulo (bairros como Jardins e Vila Nova Conceição), cresceu 15% em comparação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Secovi-SP. A Jeddah Tower, assim, funciona como um termômetro para o topo do mercado, mostrando que há demanda para ativos excepcionais.
Para o investidor brasileiro, a curiosidade vai além da arquitetura: a torre reforça a tese de que o mercado imobiliário de luxo é globalizado. "É possível investir em fundos imobiliários que possuem participação em empreendimentos similares, como os FIIs que aplicam em lajes corporativas de alto padrão em Miami e Nova York", explica a analista da XP Investimentos. No Brasil, os FIIs de tijolo (físicos) apresentaram retorno médio de 9,8% no primeiro semestre de 2026, acima da poupança.
No fim das contas, a Jeddah Tower não é apenas um recorde: é um sinal de que o mercado imobiliário segue surpreendendo. Enquanto isso, por aqui, a pergunta que fica é: qual será o próximo 'prédio mais alto' a influenciar nossos investimentos? Fique de olho no setor de luxo e nas tendências globais.
A matéria continua abaixo, com dados exclusivos sobre o impacto da torre nos negócios imobiliários brasileiros e a visão de especialistas sobre o futuro das cidades verticais.


