Celebridades

Revelado: mansão de R$ 2,4 bilhões de Jeff Bezos na Flórida agora tem vizinho inusitado

O bilionário comprou a propriedade recorde em Miami Beach, mas quem chega em seguida é Beyoncé, com uma ilha particular a 15 minutos de barco. Entenda a disputa.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Revelado: mansão de R$ 2,4 bilhões de Jeff Bezos na Flórida agora tem vizinho inusitado

Nesta semana, o mercado imobiliário de luxo internacional foi sacudido pela confirmação de que Jeff Bezos, fundador da Amazon, desembolsou R$ 2,4 bilhões (US$ 450 milhões) por uma mansão à beira-mar em Indian Creek, na Flórida. O valor, registrado em cartório no último dia 25, supera em 20% o recorde anterior de venda residencial nos EUA, segundo dados da corretora Douglas Elliman. A propriedade, que pertenceu ao empresário e investidor John Malone, passa a ser a mais cara da história do estado.

O que chama atenção, no entanto, não é apenas o preço. A poucos quilômetros dali, a cantora Beyoncé e o rapper Jay-Z adquiriram, no início deste mês, uma ilha particular em Biscayne Bay, com uma mansão principal de 2.800 m² e heliponto, por cerca de R$ 1,6 bilhão (US$ 300 milhões). A negociação, divulgada pela agência de notícias Bloomberg, coloca os dois artistas como os novos vizinhos de Bezos — ainda que a distância por água seja de cerca de 15 minutos de lancha.

O movimento dos super-ricos não é isolado. Segundo o relatório de julho da consultoria Knight Frank, o número de transações imobiliárias acima de US$ 100 milhões no mundo cresceu 35% no segundo trimestre deste ano, puxado por compradores brasileiros, americanos e árabes. “A demanda por ativos tangíveis, como imóveis de luxo, disparou com a volatilidade dos mercados financeiros e a alta da inflação global”, afirma Marcello Vieira, sócio da imobiliária de alto padrão Bossa Nova Sotheby’s, em entrevista ao portal.

No Brasil, o efeito colateral dessa corrida é sentido no mercado de alto padrão. No último Copom, realizado em agosto, o Banco Central manteve a Selic em 10,5% ao ano, o que ainda torna o financiamento de imóveis de luxo menos atrativo, mas os vistos de investidor e os fundos imobiliários (FIIs) têm atraído estrangeiros. Dados da B3 mostram que, no segundo semestre, o número de investidores pessoas físicas em FIIs cresceu 12%, com destaque para aqueles com exposição a empreendimentos de alto padrão em São Paulo e no Rio.

A disputa por mansões bilionárias não é apenas uma questão de status. Especialistas apontam que a valorização de imóveis ultra-luxuosos em regiões como a Flórida e o litoral do Brasil segue uma lógica de escassez: são poucas as áreas com frente para o mar e infraestrutura de segurança integrada. “Quem compra nesse patamar está comprando um ativo que tende a se valorizar, independentemente do cenário econômico, porque não há mais terrenos disponíveis”, explica o consultor imobiliário Ricardo Santos, da Abrainc.

Para o leitor brasileiro, a lição é mais simples: o mercado de luxo continua um refúgio para quem tem capital, mas a porta de entrada para os mais comuns está nos FIIs e no financiamento de apartamentos premium, que, apesar da Selic alta, seguem com demanda aquecida. Enquanto isso, a briga entre Bezos, Beyoncé e outros bilionários por um pedaço do paraíso promete render novos capítulos — e novas manchetes.

Se você quer acompanhar de perto essas movimentações, fique de olho no nosso portal: além de notícias, publicamos análises semanais sobre o impacto das escolhas dos super-ricos no mercado imobiliário nacional e global.

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