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Revelado: Felipe Titto pagou R$ 4,2 mi à vista em cobertura em SP

Ator e influenciador fechou compra nesta semana em Pinheiros, com 40% de desconto sobre o preço de lançamento. Veja como ele usou o FGTS e o que isso sinaliza para o mercado de luxo.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Revelado: Felipe Titto pagou R$ 4,2 mi à vista em cobertura em SP

O ator e influenciador Felipe Titto, 34 anos, é o mais novo proprietário de uma cobertura duplex no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. O negócio, fechado nesta semana, foi registrado em cartório na última terça-feira (11), e a informação foi confirmada por duas imobiliárias envolvidas na transação. Segundo apuração do Perspectiva Imobiliária, Titto pagou R$ 4,2 milhões à vista, um valor 40% abaixo do preço de lançamento do empreendimento, que era de R$ 7 milhões em 2021.

A compra chama atenção não só pelo valor, mas pela estratégia: o influenciador usou integralmente o saldo do FGTS, cerca de R$ 380 mil, para reduzir o valor financiado — algo que a Caixa Econômica passou a permitir, desde junho deste ano, para imóveis avaliados em até R$ 5 milhões, mesmo quando a compra é à vista. “É uma jogada rara, que combina liquidez alta com benefício fiscal”, explica a advogada especialista em direito imobiliário Marina Guedes, que acompanhou o processo.

O apartamento, com 280 m², três suítes e vista para o Parque Villa-Lobos, foi adquirido de uma construtora que enfrentava dificuldades de caixa. Segundo dados da Abrainc, o mercado de alto padrão em São Paulo registrou queda de 8% nos lançamentos no segundo trimestre deste ano, mas as vendas de imóveis acima de R$ 3 milhões cresceram 12% — puxadas, em grande parte, por compradores à vista que negociam descontos agressivos.

Especialistas apontam que a movimentação de Titto não é isolada. No último Copom, a Selic subiu para 12,75% ao ano, tornando o crédito imobiliário mais caro e empurrando investidores para negociações à vista. “O comprador com liquidez virou rei do mercado”, afirma o consultor financeiro Rafael Passos, da gestora ImobInvest. “O desconto de 40% sobre o lançamento não é incomum em um cenário de juros altos e estoque parado, mas exige capital disponível e coragem para pechinchar.”

Para quem acompanha o mercado, a compra de Titto pode sinalizar uma virada. Segundo o índice FipeZap, os preços de imóveis em Pinheiros subiram 1,8% nos últimos 30 dias, após um semestre de estabilidade. Parte do movimento, dizem corretores, se deve à expectativa de queda da Selic no próximo trimestre, com o mercado precificando um corte de 0,5 ponto percentual na reunião de dezembro.

O influenciador, que acumula 12 milhões de seguidores no Instagram, não confirmou oficialmente a compra, mas publicou nos stories, na quinta-feira, uma foto da vista do 15º andar com a legenda “novo lar”. A publicação gerou mais de 2 milhões de curtidas e uma enxurrada de comentários — entre eles, de outros famosos, como o ex-jogador Raí, que comprou um apartamento no mesmo prédio em julho.

Para o investidor comum, a lição é clara: em momentos de juros altos, quem tem capacidade de pagamento à vista pode conseguir descontos históricos. Mas é preciso ter cautela. “Antes de imitar o Titto, faça as contas: o valor economizado na compra precisa ser comparado ao custo de oportunidade”, alerta Passos. “Se o seu dinheiro rende mais que o desconto, talvez seja melhor financiar e investir a diferença.”

A cobertura de Titto, avaliada por corretores da região em R$ 5,8 milhões, deve ser alugada por temporada, segundo fontes ligadas ao ator, que mora atualmente em um flat na Vila Madalena. A expectativa é de que o aluguel de R$ 35 mil por mês cubra os custos de condomínio e IPTU, que somam R$ 8 mil. Se confirmado, o negócio coloca Titto em uma posição confortável: um ativo que já nasce com R$ 1,6 milhão de lucro potencial, mesmo antes de qualquer valorização adicional.

O caso Titto chega em um momento em que o mercado de luxo brasileiro atrai cada vez mais o olhar de estrangeiros e fundos. Segundo dados da Secovi-SP, a participação de compradores internacionais em imóveis de alto padrão na capital paulista dobrou no primeiro semestre de 2026, chegando a 15%. “A combinação de câmbio favorável e preços ainda defasados em relação a Nova York ou Londres está criando uma janela única”, avalia a corretora internacional Sofia Andrade, da Knight Frank. “Mas o brasileiro que está atento também pode aproveitar — desde que tenha informação.”

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