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Recorde mundial: prédio de Dubai vende cobertura por R$ 1,2 bilhão em cripto esta semana

Em 13 de julho, um investidor anônimo comprou a cobertura do Burj Binghatti, o prédio residencial mais alto do mundo, por 200 milhões de USDC (stablecoin). O pagamento 100% digital é o maior já registrado no setor imobiliário global.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Recorde mundial: prédio de Dubai vende cobertura por R$ 1,2 bilhão em cripto esta semana

Nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, o mercado imobiliário mundial testemunhou um feito histórico: a venda da cobertura do Burj Binghatti, em Dubai, por 200 milhões de USDC (stablecoin atrelada ao dólar). O valor equivale a aproximadamente R$ 1,2 bilhão, tornando-se o maior pagamento já registrado em criptomoedas no setor imobiliário. A transação foi concluída em menos de 24 horas, com a corretora Crypto Realty atuando como intermediária.

A torre de 145 andares, concluída em 2025, é o edifício residencial mais alto do mundo, superando o Central Park Tower de Nova York. A cobertura de 2.500 m² ocupa os três últimos andares e conta com piscina infinita, heliporto e garagem para 12 carros. O comprador, que preferiu manter o anonimato, é um investidor do Oriente Médio que utilizou uma wallet de criptomoedas sediada em Cingapura.

Segundo dados da consultoria Knight Frank divulgados neste mês, Dubai lidera o mercado global de imóveis de luxo, com 45 transações acima de US$ 50 milhões no primeiro semestre de 2026 — um aumento de 22% em relação ao mesmo período de 2025. A adoção de criptomoedas como forma de pagamento acelerou após a regulamentação do setor pelo governo dos Emirados Árabes Unidos em janeiro deste ano.

Especialistas apontam que o recorde reflete a convergência de dois fenômenos: a hipervalorização de ativos em Dubai, impulsionada por isenção fiscal e fluxo de capital internacional, e a maturidade das stablecoins como meio de troca. “Há cinco anos, uma transação desse porte em cripto era impensável. Hoje, é o novo normal para o topo do mercado”, afirmou Ahmed Al Hashimi, CEO da Emaar Properties.

No Brasil, o impacto ainda é indireto, mas a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias) monitora o movimento. Em nota divulgada ontem, a entidade afirmou que o país ainda depende de regulamentação do Banco Central para permitir transações imobiliárias totalmente em criptoativos. Enquanto isso, a B3 registra alta de 8% nos fundos imobiliários de alto padrão no trimestre atual, reflexo do apetite global por ativos reais.

O recorde do Burj Binghatti serve como termômetro para onde o mercado imobiliário está caminhando. Não se trata apenas de um preço exorbitante, mas de um modelo de transação que pode se popularizar — assim como o financiamento imobiliário revolucionou o acesso à moradia no século XX. Resta saber se os órgãos reguladores brasileiros acompanharão a tendência.

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