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FIIs de tijolo lideram ganhos na semana com alívio no IGP-M e queda de juros futuros

O IFIX subiu 0,98% até quinta-feira, puxado por fundos logísticos e de shoppings. A ata do Copom sinalizou Selic terminal menor, e o IGP-M de julho veio abaixo do esperado.

Redação Perspectiva Imobiliária·
FIIs de tijolo lideram ganhos na semana com alívio no IGP-M e queda de juros futuros

O mercado de Fundos Imobiliários registrou uma semana positiva, com o IFIX acumulando alta de 0,98% até o fechamento de quinta-feira (16/07). O principal motor foi o alívio nos juros futuros, após a ata do Copom da última terça-feira indicar que a Selic deve encerrar o ciclo de aperto em 13,75%, abaixo dos 14,00% projetados há um mês. Além disso, o IGP-M de julho, divulgado nesta sexta-feira (17/07), veio em 0,12%, bem abaixo do consenso de 0,35%, reforçando a perspectiva de descompressão nos custos dos contratos atrelados ao índice.

Entre os fundos de tijolo, os destaques foram o FII XP Log (XPLG11), com valorização de 2,3% na semana, beneficiado pela alta dos aluguéis logísticos no trimestre atual — o indicador ABL/Vacância da Abrainc mostrou queda de 1,2 p.p. na vacância em São Paulo, para 8,4%. Outro destaque foi o FII CSHG Real Estate (HGRE11), que subiu 2,1% após anunciar a venda de um terreno no Rio de Janeiro por R$ 42 milhões, com cap rate de 7,8%, gerando distribuição extra de R$ 0,25 por cota em agosto.

No segmento de lajes corporativas, o FII Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) avançou 1,5%, puxado pela melhora na taxa de ocupação do Edifício Mourisco, que subiu de 82% para 86% em junho, segundo dados do Secovi-RJ. Já entre os fundos de recebíveis, o FII Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) teve leve alta de 0,3%, ainda pressionado pela inadimplência de 1,8% na carteira, mas com duration média de 2,3 anos, o que reduz o risco de marcação a mercado.

O movimento de rotação setorial foi evidente: investidores migraram de fundos de papel para fundos de tijolo, especialmente os atrelados ao IGP-M, que se beneficiaram da leitura benigna do índice. O volume médio diário de negociação de FIIs na B3 atingiu R$ 1,8 bilhão na semana, 12% acima da média de junho, segundo dados da B3.

Para a próxima semana, o mercado monitora a prévia da inflação de julho (IPCA-15) e os balanços de fundos com encerramento fiscal em junho, como o FII BTG Pactual Corporate Office (BRCR11). A expectativa é de manutenção da tendência de alta para fundos com exposição a imóveis de alta qualidade e contratos atípicos, enquanto fundos de CRI indexados ao CDI devem seguir voláteis.

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