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Recorde: leilão em SP vende cobertura por R$ 68 mi, maior valor de 2026

Imóvel de 1.200 m² no Jardim Europa foi arrematado em 22 minutos por fundo imobiliário. Saiba por que o mercado de luxo disparou neste semestre.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Recorde: leilão em SP vende cobertura por R$ 68 mi, maior valor de 2026

Na última terça-feira, um leilão imobiliário em São Paulo entrou para a história: uma cobertura no Jardim Europa foi arrematada por R$ 68 milhões, o maior valor já registrado em um leilão de imóveis residenciais no Brasil neste ano. O lance vencedor, dado por um fundo imobiliário, superou o preço de avaliação em 12% e foi concluído após 22 minutos de disputa online.

Segundo dados da Abrainc divulgados nesta semana, o mercado de alto padrão vive um momento atípico: as vendas de imóveis acima de R$ 10 milhões cresceram 34% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Especialistas atribuem o movimento à combinação de Selic em 9,75% ao ano, juros futuros em queda e à valorização de ativos reais como proteção contra a volatilidade cambial.

O imóvel leiloado, com 1.200 m² e vista para o Parque Trianon, pertencia a uma família tradicional paulistana. O leiloeiro responsável, que não quis se identificar, afirmou que 14 lances foram dados, todos acima de R$ 60 milhões. O comprador, um FII listado na B3, deve transformar o imóvel em um empreendimento de alto padrão para locação, o que reforça uma tendência observada no trimestre atual: a profissionalização do segmento de luxo.

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Mas o recorde não é apenas uma curiosidade isolada. No Rio de Janeiro, um apartamento de frente para o mar em Ipanema foi vendido por R$ 45 milhões em julho, segundo a Secovi-RJ, e em Balneário Camboriú, um triplex alcançou R$ 52 milhões em contrato direto. O que chama atenção é a velocidade: em média, imóveis acima de R$ 30 milhões levam apenas 45 dias para serem vendidos, contra 90 dias no ano passado.

Outro dado curioso: o leilão foi transmitido ao vivo e recebeu mais de 40 mil visualizações, mostrando o crescente interesse do público por grandes negócios. Para o corretor André Mendonça, especialista em alto padrão, o que estamos vendo é um efeito manada: investidores estrangeiros e fundos estão disputando poucos ativos de qualidade, e isso pressiona os preços para cima.

Se você está pensando em investir no segmento de luxo, a dica é ficar de olho nos próximos leilões da Caixa e de bancos privados, que devem ganhar destaque neste segundo semestre. Mas lembre-se: esse tipo de ativo exige liquidez e paciência, e o recorde de hoje pode ser apenas o começo de uma nova fase no mercado imobiliário brasileiro.

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