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Reality show lucra R$ 2,4 bi no 1º semestre; veja quem embolsa

Por trás das câmeras, um mercado bilionário movimenta contratos, patrocínios e direitos de imagem. Descubra quem realmente fatura com o sucesso dos realities em 2026.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Reality show lucra R$ 2,4 bi no 1º semestre; veja quem embolsa

Na última terça-feira, a Globo anunciou a renovação do contrato de licenciamento do formato de um de seus principais reality shows por mais três temporadas, em um negócio estimado em R$ 1,2 bilhão. O acordo, revelado pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, escancara o tamanho do dinheiro que circula por trás das câmeras dos programas que dominam o horário nobre e as redes sociais.

Segundo dados da Kantar IBOPE Media, a indústria de reality shows no Brasil deve movimentar R$ 4,8 bilhões em 2026, considerando publicidade, merchandising, licenciamento e direitos de transmissão. Desse total, R$ 2,4 bilhões já foram registrados no primeiro semestre, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. A Abrapec, associação que reúne as produtoras independentes, credita o avanço ao aumento de patrocínios de marcas de tecnologia e apostas esportivas.

Uma fatia significativa desse bolo vai para os cofres das emissoras. A Globo, por exemplo, cobra entre R$ 15 milhões e R$ 25 milhões por cota de patrocínio para o BBB 26, que estreia em janeiro. Já o SBT, com seu reality de culinária, fechou pacotes de R$ 8 milhões. E as plataformas de streaming, como Netflix e Prime Video, também entraram na disputa, desembolsando cifras semelhantes por formatos licenciados de outros países.

Mas não são apenas as empresas que lucram. Os participantes, que antes recebiam apenas cachês simbólicos, agora negociam contratos milionários de direitos de imagem. A advogada especialista em contratos publicitários, Carla Andrade, explica que um participante do BBB pode faturar entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões apenas com posts patrocinados após a eliminação. O campeão de 2025, por exemplo, embolsou R$ 1,5 milhão em prêmio e mais de R$ 8 milhões em contratos publicitários no ano.

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O mercado também é aquecido pela venda de formatos. Em julho deste ano, a Endemol Shine Brasil vendeu os direitos de adaptação do "MasterChef" para a Coreia do Sul por US$ 5 milhões. Nos bastidores, especula-se que a Record negocia a compra de um formato italiano de talent show por R$ 30 milhões. Esse comércio de ideias é um dos pilares da indústria global de entretenimento, movimentando bilhões anualmente.

Para o economista da FGV, Paulo Nascimento, o reality show deixou de ser apenas entretenimento e se tornou um ativo financeiro relevante. "Eles geram receita direta e indireta, impulsionam o consumo de assinaturas, vendem produtos licenciados e criam um ecossistema de influenciadores que movimenta a economia digital", afirma. Ele ressalta que o setor deve continuar crescendo, principalmente com a integração de novas tecnologias, como a interação em tempo real via aplicativos.

Se você é fã ou investidor, fique de olho: os bastidores financeiros dos realities são tão disputados quanto o prêmio final. E as cifras, como mostram os números, só tendem a aumentar.

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