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Ranking do 2º tri: as 5 cidades brasileiras com maior valorização imobiliária em 2026

Levantamento do FipeZap com dados até junho mostra que cidades médias do interior lideram a alta; capitais como São Paulo e Rio ficam fora do top 5.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Ranking do 2º tri: as 5 cidades brasileiras com maior valorização imobiliária em 2026

O segundo trimestre de 2026 consolidou uma tendência que vinha se desenhando desde o início do ano: a valorização imobiliária no Brasil está migrando dos grandes centros para cidades médias do interior. Dados do Índice FipeZap divulgados nesta quarta-feira (15) mostram que as cinco cidades com maior alta no preço do metro quadrado entre abril e junho estão fora do eixo Rio-São Paulo.

Lidera o ranking São José dos Campos (SP), com valorização de 4,8% no trimestre. Em seguida aparecem Joinville (SC), com 4,5%, e Uberlândia (MG), com 4,2%. Ribeirão Preto (SP) e Campinas (SP) completam a lista, com altas de 3,9% e 3,6%, respectivamente. Segundo o Secovi-SP, a migração de empresas de tecnologia e logística para essas regiões tem impulsionado a demanda por imóveis.

Entre as capitais, Brasília surpreendeu com alta de 3,1%, puxada pela instalação de novos escritórios de consultorias e fintechs no Setor Sudoeste. Já São Paulo registrou variação negativa de 0,2% no trimestre, enquanto o Rio de Janeiro ficou estável (0,0%). "O mercado paulistano está em um momento de acomodação após o boom de 2025, mas ainda há estoque alto de lançamentos", explica a Abrainc em nota.

A alta dos juros também influenciou o ranking. A decisão do Copom de manter a Selic em 13,75% na última reunião de maio freou a demanda por financiamento nas capitais, mas nas cidades médias o crédito imobiliário via SBPE seguiu aquecido, com crescimento de 12% na comparação trimestral, segundo dados do Banco Central.

Outro fator que explica o desempenho do interior é a expansão do home office híbrido. Pesquisa da FGV divulgada neste mês aponta que 38% dos trabalhadores de TI em São Paulo já consideram se mudar para cidades até 150 km da capital. "A infraestrutura de internet e a qualidade de vida são os principais atrativos", afirma a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT).

Para quem busca investir, o momento exige cautela. “Olhar apenas a valorização passada pode ser um erro. O ideal é analisar o fluxo de empregos formais e a oferta de imóveis na região”, recomenda a Anbima, que lançou nesta semana um guia de investimento imobiliário para 2026. As cidades do ranking atual têm, em comum, um saldo positivo de empregos formais nos últimos 12 meses.

O terceiro trimestre já começou com indicativos de que a tendência deve se manter. O Secovi-MG registrou aumento de 18% nas visitas a imóveis em Uberlândia nas primeiras duas semanas de julho. A dica dos analistas é diversificar: enquanto capitais oferecem liquidez, o interior pode garantir retornos mais expressivos no médio prazo.

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