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Ranking: as 5 capitais que mais valorizaram no 2º trimestre de 2026

Goiânia lidera com alta de 9,4% no metro quadrado, puxada por investimento em mobilidade. Veja o ranking completo e o que esperar do 3º trimestre.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Ranking: as 5 capitais que mais valorizaram no 2º trimestre de 2026

O segundo trimestre de 2026 trouxe um novo mapa da valorização imobiliária no Brasil. Enquanto São Paulo e Rio mantiveram alta moderada, capitais do Centro-Oeste e do Nordeste despontaram com ganhos de dois dígitos, segundo dados do índice FipeZap divulgados no início de agosto.

Goiânia foi a campeã de valorização no trimestre, com alta de 9,4% no preço médio do metro quadrado, que chegou a R$ 8.210. O avanço é puxado pela conclusão do BRT Norte-Sul e pela chegada de novos empreendimentos de alto padrão na região da Avenida T-63. “A cidade vive um ciclo virtuoso de investimento público e privado, com demanda aquecida por imóveis de 2 e 3 quartos”, afirma o diretor de pesquisa da Abrainc, Marcos Tadeu.

Na sequência, aparecem Fortaleza (7,8%), Salvador (6,9%), Vitória (6,1%) e Florianópolis (5,7%). Em Fortaleza, a valorização é influenciada pelo boom do mercado de luxo na orla da Beira-Mar, enquanto em Salvador os lançamentos no bairro Cidade Alta, na Cidade Baixa, atraem investidores de São Paulo e Minas Gerais.

Entre as capitais do Sudeste, São Paulo registrou alta de 3,2% no trimestre, com destaque para a Zona Leste, que subiu 5,1% — reflexo da extensão da Linha 2-Verde do metrô. Já o Rio de Janeiro avançou 2,8%, mas o bairro da Barra da Tijuca surpreendeu com alta de 6,3%, puxada pela retomada de obras no setor de infraestrutura.

O que explica essa disparidade? Especialistas apontam a combinação de juros ainda elevados, mas em queda gradual — o Copom manteve a Selic em 11,75% na última reunião, com expectativa de corte em setembro —, e a busca por cidades com melhor qualidade de vida e menor custo de entrada. “O investidor está de olho em capitais que oferecem potencial de renda com aluguel, como Fortaleza e Goiânia, onde o yield médio gira em torno de 7% ao ano”, explica a analista do Secovi-SP, Patrícia Campos.

Para o próximo trimestre, a tendência é de continuidade, mas com ritmo mais moderado. As cidades médias do interior, como Campinas e Ribeirão Preto, começam a atrair fundos imobiliários, enquanto as capitais do Sul devem ganhar tração com a safra recorde de grãos. Fique atento aos dados do IPCA e ao comportamento do mercado de crédito imobiliário, que já mostra recuperação: as contratações de financiamento subiram 12% em julho, puxadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

Se você está pensando em investir, vale a pena estudar o desempenho das cidades médias e das capitais do Nordeste, que ainda têm margem de valorização. Mas lembre-se: liquidez e localização são tão importantes quanto a alta recente. Consulte um especialista e diversifique sua carteira.

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