Ranking: as 10 cidades que mais valorizaram no 2º trimestre de 2026
Dados do FipeZap revelam alta média de 4,2% nas capitais, com destaque para cidades médias do interior. Veja onde o metro quadrado subiu até 8,7% e os fatores por trás do movimento.

O segundo trimestre de 2026 terminou com o preço médio do metro quadrado nas capitais brasileiras em R$ 10.842, segundo dados do FipeZap divulgados nesta semana. O índice acumula alta de 4,2% no período, puxado por um movimento de interiorização do investimento imobiliário, que tem redesenhado o mapa da valorização no país.
A cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, lidera o ranking de valorização no trimestre, com alta de 8,7% no preço médio dos imóveis anunciados. Em seguida aparecem Joinville (SC), com 8,2%, e Uberlândia (MG), com 7,9%. O desempenho dessas cidades reflete não apenas a migração de investidores para o interior, mas também a expansão do home office e a busca por melhor qualidade de vida a custos mais baixos.
Entre as capitais, Salvador se destaca com aumento de 6,1% no preço do metro quadrado, impulsionada pela revitalização da região do Porto e pelo crescimento do turismo. Por outro lado, São Paulo apresentou alta mais modesta, de 2,8%, enquanto o Rio de Janeiro registrou 3,5%. Esse contraste evidencia que os maiores retornos, neste trimestre, estão fora dos grandes centros urbanos tradicionais.
A redução da taxa Selic para 10,5% ao ano, decidida pelo Copom em sua última reunião, foi um dos fatores que ajudaram a sustentar a demanda. O crédito imobiliário voltou a crescer, com a Caixa Econômica Federal reportando aumento de 12% na contratação de financiamentos no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Com juros mais atrativos, o investimento em imóveis para renda se torna mais competitivo frente a outras aplicações.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que o movimento de valorização no interior deve se manter nos próximos trimestres. A infraestrutura logística, a instalação de novos polos tecnológicos e a melhoria no transporte aéreo regional são fatores que atraem empresas e trabalhadores qualificados. Cidades como Londrina (PR), Campinas (SP) e Goiânia (GO) também aparecem com altas relevantes, na casa de 6% a 7%.
Para o investidor, o momento pede atenção aos fundamentos locais. A avaliação de indicadores como estoque de imóveis novos, absorção e renda média da população é essencial para não comprar no pico. Joinville, por exemplo, tem forte demanda da indústria, enquanto Uberlândia se beneficia do agronegócio. Diversificar o portfólio entre capitais e cidades médias pode ser uma estratégia para equilibrar risco e retorno.
Com as projeções para o segundo semestre indicando nova queda da Selic, o mercado imobiliário deve ganhar ainda mais tração. Ficar atento aos relatórios setoriais da Abrainc e da Secovi-SP pode ajudar a identificar oportunidades antes que os preços subam ainda mais.


