Ranking: as 10 cidades com maior alta imobiliária no 2º tri de 2026
Enquanto SP e Rio desaceleram, cidades médias do interior lideram a valorização, com altas de até 12,4% em um trimestre. Confira a lista completa.

O segundo trimestre de 2026 trouxe um novo mapa para o investidor imobiliário. Levantamento realizado pela consultoria DataZap, com base nos preços anunciados em 50 cidades brasileiras, mostra que as capitais tradicionais perderam fôlego, enquanto municípios do interior e capitais de menor porte registraram as maiores altas. No trimestre encerrado em junho, a valorização média nacional foi de 2,3%, puxada por cidades como Joinville (SC), São José do Rio Preto (SP) e Goiânia (GO).
O destaque absoluto é Joinville, que viu o metro quadrado saltar 12,4% no período, para R$ 8.750. O crescimento é atribuído à expansão do polo industrial e ao aumento da demanda por imóveis de alto padrão, impulsionado por novos empreendimentos e pela chegada de empresas de tecnologia. Em segundo lugar, São José do Rio Preto registrou alta de 9,8%, com o metro quadrado custando em média R$ 6.900. O município se beneficia da migração de paulistanos em busca de qualidade de vida e custo menor.
Entre as capitais, Goiânia surpreendeu com alta de 8,2%, alcançando R$ 7.830 por metro quadrado, alavancada pelo forte mercado de condomínios horizontais e pela expansão do setor de serviços. Já as capitais do Sudeste ficaram abaixo da média: São Paulo subiu 1,4% (R$ 12.340) e o Rio de Janeiro apenas 0,9% (R$ 11.870), segundo o Índice FipeZap de julho. O movimento reflete um investidor mais cauteloso, que busca rentabilidade fora dos grandes centros.
Especialistas apontam que a redução da taxa Selic para 10,75% ao ano, definida no último Copom, em junho, contribuiu para o aquecimento do crédito imobiliário, com financiamentos mais baratos e maior apetite por imóveis de médio padrão. O vice-presidente do Secovi-SP, Celso Petrelli, destaca que o investidor está de olho em cidades com forte geração de emprego e menor preço de entrada. "Joinville e Rio Preto oferecem um divisor de águas: renda de aluguel proporcionalmente maior e potencial de valorização sustentável", afirma.
Outras cidades que se destacaram no ranking foram: Uberlândia (MG), com alta de 7,1%; Campinas (SP), 6,5%; e Fortaleza (CE), 5,9%. No Top 10, também aparecem Curitiba (PR), com 4,8%, e Florianópolis (SC), com 4,2%. Para o investidor, o momento pede atenção: o ciclo de alta pode não se repetir no próximo trimestre, e a liquidez varia conforme a cidade. Antes de aplicar, vale comparar o preço por metro quadrado com o valor médio de locação e verificar a vacância na região.
A tendência, segundo analistas da Abrainc, é que o interior continue atraindo fundos imobiliários e investidores pessoa física, especialmente no eixo Sul-Sudeste. Com o mercado de capitais mais seletivo e a oferta de FIIs de tijolo focada em galpões logísticos, as cidades médias aparecem como alternativa para diversificação. O próximo trimestre, que termina em setembro, será decisivo para confirmar se a valorização é pontual ou estrutural — e o investidor que ainda não se posicionou pode perder o melhor momento de entrada.


