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Ranking: 5 cidades que mais valorizaram imóveis no 2º trimestre

Enquanto São Paulo e Rio desaceleram, capitais intermediárias como Goiânia e Florianópolis puxam alta de até 5,8%. Veja se a sua cidade entrou na lista.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Ranking: 5 cidades que mais valorizaram imóveis no 2º trimestre

Dados do Índice FipeZap divulgados nesta semana mostram que o preço médio do metro quadrado no Brasil subiu 2,1% no segundo trimestre de 2026, mas o avanço foi puxado por um grupo seleto de cidades. Goiânia lidera a valorização, com alta de 5,8%, seguida por Florianópolis (5,2%), Campinas (4,9%), Curitiba (4,6%) e João Pessoa (4,3%). No recorte anual, o ranking muda, com Fortaleza aparecendo como destaque.

A valorização nessas cidades não é aleatória. Segundo a Abrainc, elas concentram os maiores lançamentos de empreendimentos de médio padrão no trimestre, além de forte demanda por locação. Em Goiânia, o preço médio chegou a R$ 7.412/m², impulsionado por investimentos em infraestrutura e pela expansão do setor de serviços, que gerou empregos e atraiu novos moradores.

Florianópolis, por sua vez, segue surfando a onda do home office e da economia criativa. Com o metro quadrado em R$ 11.890, a capital catarinense se consolidou como uma das mais caras do país fora do eixo Rio-SP. A cidade se beneficia da migração de profissionais de tecnologia e da baixa vacância comercial, que caiu para 8,3% no segundo trimestre, segundo dados da Secovi-SC.

No sul, Curitiba e Campinas se destacam pela combinação de universidades, polos tecnológicos e custo de vida mais baixo. Em Campinas, a valorização de 4,9% no trimestre é reflexo do escoamento da demanda de São Paulo, com preços ainda 30% menores que os da capital. Já João Pessoa, na Paraíba, surge como novo destino de investidores em busca de alto retorno locativo: o rendimento médio anual chega a 7,2%, o maior entre as capitais monitoradas.

Enquanto isso, as grandes metrópoles perderam fôlego. São Paulo registrou alta de apenas 0,8% no trimestre, com o preço médio de R$ 12.100/m², enquanto o Rio de Janeiro ficou praticamente estável (+0,3%), com média de R$ 10.650/m². O diretor de pesquisa da FipeZap, em nota, atribui o fenômeno ao efeito teto: após anos de alta, os preços nessas cidades atingiram um patamar que reduz a margem de negociação.

Para o investidor, a leitura é clara: a valorização no trimestre atual está nas cidades médias, com economia dinâmica e estoque imobiliário limitado. "Quem comprou em Goiânia ou Florianópolis há um ano já viu seu imóvel render acima da poupança e do CDI", afirma o analista da XP Investimentos em relatório desta semana. Ele recomenda atenção aos lançamentos de alto padrão, que podem ter liquidez menor em momentos de juros altos.

Com a Selic em 11,75% ao ano após a última reunião do Copom, a tendência é que o investidor busque ativos com retorno real. A valorização imobiliária nessas cidades, somada à renda de aluguel, oferece um retorno total estimado em 9,5% ao ano, acima da inflação. Para quem busca diversificação, o momento é de olhar para os municípios com crescimento populacional acima de 1,5% ao ano, como os citados no ranking.

E você, já sabe se o seu imóvel está na lista das cidades que mais valorizaram? Acompanhe os dados do FipeZap mês a mês e não deixe de considerar as tendências de médio prazo antes de investir. O mercado imobiliário brasileiro segue cheio de oportunidades, mas exige olhar atento para os números, não apenas para as manchetes.

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