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Ranking: 5 cidades onde o m² subiu até 18% no trimestre atual

Levantamento inédito da FipeZap mostra que capitais do Norte e do Sul lideram a valorização. Veja se a sua cidade entrou na lista e o que isso significa para quem quer comprar agora.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Ranking: 5 cidades onde o m² subiu até 18% no trimestre atual

Enquanto a renda fixa segue devolvendo ganhos reais ao investidor, o tijolo voltou a brilhar em um seleto grupo de cidades brasileiras. Dados do FipeZap divulgados nesta quinta-feira (27) mostram que o preço médio do metro quadrado subiu 3,2% no trimestre encerrado em julho, mas há capitais que destoaram para cima e registraram altas de até 18% no mesmo período.

A líder do ranking foi Palmas (TO), com valorização de 18,1% no trimestre. O movimento é explicado por uma combinação de obras de infraestrutura anunciadas pelo governo estadual, como o novo anel viário e a ampliação do aeroporto, e pela chegada de dois grandes empreendimentos logísticos. A cidade, que historicamente negociou imóveis a preços módicos, viu o m² saltar de R$ 3.800 para R$ 4.490 em apenas três meses.

Em segundo lugar aparece Vitória (ES), com alta de 14,7%, puxada pela escassez de terrenos na ilha e pelo lançamento de três torres comerciais na região da Reta da Penha. O metro quadrado na capital capixaba já custa, em média, R$ 11.200, segundo a Abrainc. Para o corretor Marcelo Azevedo, da imobiliária Localiza ES, o movimento tem sido acelerado por investidores do Sudeste que buscam ativos com potencial de renda.

Na terceira posição, Goiânia (GO) surpreendeu com 12,9% de valorização, impulsionada pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida 3, que liberou R$ 20 bilhões em financiamentos no primeiro semestre, e pelo boom do agro na região. O m² na capital goiana passou de R$ 5.300 para R$ 5.980. "É um fenômeno local: a cidade virou polo de distribuição para o Centro-Oeste, e isso se reflete nos preços", avalia a economista do Secovi-GO, Renata Prado.

Fechando o top 5 do trimestre, Florianópolis (SC) e São Luís (MA) registraram altas de 11,5% e 10,9%, respectivamente. Na capital catarinense, a demanda por imóveis de alto padrão nas regiões de Jurerê e Santo Antônio de Lisboa continua forte, com m² a R$ 13.800. Já em São Luís, a valorização está ligada à expansão do setor de energia eólica e à construção do novo terminal portuário.

Enquanto isso, as capitais que lideraram em 2025, como São Paulo e Rio de Janeiro, tiveram alta mais moderada, de 2,1% e 1,8% no trimestre. Segundo o último relatório do Banco Central, a Selic em 12,5% ao ano desacelerou o crédito imobiliário, mas não segurou as cidades com dinâmica local forte. "O investidor está migrando para cidades médias e capitais emergentes, onde o ciclo de preços ainda está no início", explica a analista da B3, Carla Mendes.

Para quem quer entrar nesse movimento, a recomendação é ficar de olho nos próximos lançamentos em Palmas e Vitória, mas com cautela: a alta rápida pode indicar bolha localizada. Especialistas sugerem comparar o preço do m² com a renda média da população e a taxa de vacância, disponível no último censo imobiliário do Secovi.

#valorização imobiliária#FipeZap#mercado imobiliário 2026
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