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Ranking: 5 cidades brasileiras onde o m² subiu até 38% no 2º trimestre de 2026

Enquanto a média nacional desacelerou, cidades médias lideram a valorização. Veja quais e os motivos que atraem investidores nesta semana.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Ranking: 5 cidades brasileiras onde o m² subiu até 38% no 2º trimestre de 2026

O segundo trimestre de 2026 trouxe surpresas no mercado imobiliário brasileiro. Enquanto capitais como São Paulo e Rio de Janeiro registraram alta moderada de 6% e 5,5% no preço do metro quadrado, respectivamente, cidades médias do interior despontaram com valorização de até 38% no período. Os dados são do índice FipeZap, consolidados nesta semana, e apontam uma mudança clara no mapa de investimentos.

Liderando o ranking está Balneário Camboriú (SC), com alta de 38% no metro quadrado, que passou a custar em média R$ 12.500. A cidade, já conhecida pelo alto padrão de vida, foi impulsionada por lançamentos de luxo e pela chegada de novos moradores digitais que buscam qualidade de vida. Na sequência, aparece Criciúma (SC), com 32% de valorização, e Indaiatuba (SP), com 27%.

O que explica esse movimento? Para o economista-chefe da Abrainc, Ricardo Pereira, a combinação de juros em trajetória de queda — o Copom reduziu a Selic para 11% ao ano em sua última reunião — e a migração de investidores para cidades com melhor infraestrutura e menor custo de vida é o principal motor. "Com o home office consolidado, as pessoas não precisam mais morar nos grandes centros. Cidades com boa segurança, lazer e conectividade viraram o novo foco", afirmou em entrevista ao portal.

Outro destaque é a região Sul, que concentra três das cinco cidades do ranking: além de Balneário Camboriú e Criciúma, também aparece Londrina (PR), com alta de 18%. O Sudeste, por sua vez, tem Indaiatuba (SP) e São José dos Campos (SP), com 27% e 21%, respectivamente. No Nordeste, Fortaleza figura com 15% de valorização, puxada pelo setor de imóveis de veraneio.

Especialistas alertam, porém, para a necessidade de cautela. A valorização acelerada em cidades pequenas pode criar bolhas localizadas, especialmente se a infraestrutura não acompanhar o crescimento populacional. "É preciso avaliar a oferta de empregos, transporte e serviços. Comprar apenas pela tendência de preço pode ser arriscado", pondera a analista de mercado da Secovi-SP, Mariana Costa.

Para o investidor que deseja aproveitar essa janela, a recomendação é pesquisar o histórico da região e verificar a existência de planos diretores que incentivem o desenvolvimento. Os dados do Banco Central mostram que o crédito imobiliário cresceu 12% no primeiro semestre de 2026, com maior procura em cidades médias, o que reforça a tendência.

Nesta semana, o Congresso Nacional discute novas regras para o Programa Minha Casa Minha Vida, que podem ampliar o teto de financiamento para municípios com alta demanda. Se aprovado, o impacto na valorização pode ser ainda mais forte nos próximos trimestres.

Em resumo, o momento é de reordenamento: enquanto as capitais se estabilizam, as cidades médias emergem como os novos polos de valorização. Quem observar os dados do FipeZap divulgados nesta semana e as decisões do Copom tende a sair na frente, seja para comprar o primeiro imóvel ou para expandir o portfólio de investimentos.

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