Ranking: 5 cidades brasileiras onde o m² subiu até 28% no trimestre atual
Dados do FipeZap revelam as cidades que mais valorizaram entre maio e julho de 2026. Nem todas são capitais – uma delas surpreendeu no interior de SP. Veja se a sua está na lista.

O mercado imobiliário brasileiro segue em ritmo acelerado em 2026, mas a valorização não está distribuída de forma uniforme. Enquanto capitais tradicionais como São Paulo e Rio registram alta moderada, cidades médias do interior despontam com ganhos expressivos no trimestre atual (maio a julho). Segundo o Índice FipeZap, divulgado nesta terça-feira, o preço médio do metro quadrado nas 50 cidades monitoradas subiu 3,2%, mas a variação chega a 28% em algumas localidades.
O ranking das cinco cidades com maior valorização no trimestre atual é liderado por Campos do Jordão (SP), com alta de 28%. O município serrano, conhecido pelo turismo de inverno, viu a demanda por imóveis de temporada e casas de luxo disparar. Em segundo lugar, Balneário Camboriú (SC) registrou 22%, impulsionada pelo lançamento de empreendimentos de alto padrão e pela presença de investidores estrangeiros. A terceira posição fica com Goiânia (GO), que surpreendeu com 18%, puxada pela expansão de condomínios horizontais e pela melhora na renda local.
Dados da Abrainc mostram que o crédito imobiliário com recursos da poupança cresceu 15% no primeiro semestre, e a Caixa Econômica Federal já anunciou para setembro um novo ciclo de liberação de verbas para a casa própria. Especialistas apontam que a valorização em cidades médias reflete a migração de trabalhadores remotos e a busca por qualidade de vida, tendência que se intensificou desde a reforma trabalhista de 2025. “O comprador de hoje não quer apenas um imóvel; quer um estilo de vida”, afirma a economista-chefe da Secovi-SP, Mariana Costa.
A quarta cidade do ranking é Joinville (SC), com alta de 15%, beneficiada pela diversificação industrial e por projetos de mobilidade urbana. Fechando a lista, Vitória (ES) subiu 12%, puxada pela recuperação do mercado de escritórios e pela valorização da orla. Em contraste, São Paulo e Rio tiveram altas de 4% e 3%, respectivamente, abaixo da média nacional. Para o analista da consultoria Brain, Ricardo Tavares, “o capital está se movendo para onde o metro quadrado ainda é acessível, mas com potencial de renda”.
No último Copom, a Selic foi mantida em 10,5% ao ano, o que mantém o financiamento imobiliário em patamares atrativos. Segundo a B3, os índices imobiliários subiram 7% no mês, refletindo a confiança do investidor. No entanto, o Banco Central alerta para a inflação de materiais de construção, que acumula alta de 6% em 12 meses, pressionando os custos de novas obras e, consequentemente, os preços finais.
Para o investidor, a dica é ficar atento aos municípios com forte dinamismo econômico e baixa oferta de imóveis. “Quem comprou em Goiânia no início do ano já viu o patrimônio crescer quase 20% em seis meses”, exemplifica Tavares. Mas é preciso cautela: liquidez ainda é maior nos grandes centros, e o ganho de curto prazo pode não se repetir. A conclusão dos analistas é que o trimestre atual consolida a interiorização do mercado imobiliário, com ganhos relevantes para quem soube antecipar o movimento.
Acompanhe nossa cobertura diária para saber quais cidades devem ser as próximas a disparar. Se você está pensando em investir, este é o momento de estudar os dados locais e conversar com um consultor de confiança. O mercado não espera – e a janela de oportunidade pode fechar antes do fim do ano.


