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Ranking 2T26: as 5 capitais com maior alta no preço de imóveis; Goiânia lidera

Goiânia, Fortaleza e Vitória encabeçam lista trimestral do índice Abrainc/Fipezap, com altas acima de 3%. Interior paulista e capitais do Nordeste também aparecem.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Ranking 2T26: as 5 capitais com maior alta no preço de imóveis; Goiânia lidera

O mercado imobiliário brasileiro encerrou o segundo trimestre de 2026 com um desempenho heterogêneo entre as capitais. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram estabilidade, cidades médias e capitais do Centro-Oeste e Nordeste registraram valorizações expressivas. É o que revela o índice Abrainc/Fipezap divulgado nesta quinta-feira, 16 de julho.

Goiânia lidera o ranking com alta de 4,2% no preço médio do metro quadrado no trimestre encerrado em junho, impulsionada por investimentos em infraestrutura e pela chegada de novos empreendimentos residenciais. A capital goiana acumula valorização de 11,3% nos últimos 12 meses.

Em segundo lugar aparece Fortaleza, com crescimento de 3,8% no trimestre. A cidade se beneficia do boom do mercado de imóveis de luxo no litoral leste e da expansão do programa Minha Casa Minha Vida na região metropolitana. Vitória (3,5%), Florianópolis (3,2%) e João Pessoa (2,9%) completam o top 5.

O economista-chefe do Secovi-SP, Pedro Abramovay, explica que o movimento reflete a migração de investidores para cidades com melhor relação custo-benefício: “Com a Selic mantida em 10,75% ao ano após o último Copom de junho, o crédito imobiliário segue firme, mas os preços nas capitais tradicionais já estão elevados. Cidades como Goiânia e Fortaleza oferecem potencial de valorização com preços ainda abaixo da média nacional.”

Ainda segundo o levantamento, os imóveis novos tiveram alta de 3,1% no trimestre, ante 2,4% dos usados. O presidente da Abrainc, Luiz França, destacou em comunicado que “a demanda por imóveis na planta segue aquecida, especialmente em capitais com déficit habitacional e oferta restrita”.

Para o investidor pessoa física, os dados sugerem que diversificar para fora do eixo Rio-São Paulo pode ser uma estratégia inteligente no curto prazo. “Quem comprou em Goiânia no início do ano já viu seu imóvel valorizar mais de 4% em seis meses — acima da poupança e do CDI, que renderam cerca de 2,5% no mesmo período”, compara a analista da Anbima, Mariana Tavares.

O índice Abrainc/Fipezap monitora 50 cidades e utiliza dados de anúncios reais. A próxima atualização mensal, com dados de julho, sairá em 14 de agosto.

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