Quanto Lucas Guimarães pagou pelo Mansão em Alphaville com 58% de desconto
O influenciador fechou a compra de uma casa de R$ 18 milhões por R$ 7,5 milhões. Entenda como ele aproveitou a liquidez do mercado e o que isso sinaliza para 2026.
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O influenciador Lucas Guimarães, que soma mais de 30 milhões de seguidores, fechou nesta semana a compra de uma mansão em Alphaville, na Grande São Paulo, pelo valor de R$ 7,5 milhões. O imóvel, avaliado em R$ 18 milhões, foi adquirido com um desconto de 58,3%, em uma negociação que chamou a atenção do mercado imobiliário e gerou discussões nas redes sociais.
A propriedade, com 1.200 metros quadrados de área construída, estava no mercado desde 2024, mas sem compradores. Segundo corretores da região, o vendedor, um empresário do setor de tecnologia, precisava de liquidez rápida para reinvestir em outros negócios. A queda da taxa Selic, que chegou a 9,75% ao ano no último Copom, ajudou a destravar o financiamento, mas foi o pagamento à vista que garantiu o desconto.
Especialistas ouvidos pelo Perspectiva Imobiliária explicam que negociações como essa têm se tornado mais comuns em 2026, especialmente em imóveis de alto padrão. Dados da Abrainc mostram que, no segundo trimestre deste ano, 12% das vendas de imóveis acima de R$ 10 milhões foram fechadas com descontos superiores a 30%, contra 7% no mesmo período do ano passado.
Para o influenciador, a compra não é apenas um lugar para morar, mas um investimento. Em um vídeo publicado no último sábado, ele afirmou que pretende reformar a casa e revendê-la em até dois anos, apostando na valorização da região. O mercado de Alphaville, segundo o índice FipeZap, teve alta de 9,4% nos últimos 12 meses, acima da média nacional de 7,8%.
A negociação também reflete uma tendência de influenciadores migrando da renda variável para o concreto. No trimestre atual, pelo menos outros três famosos — como o casal Virginia e Zé Felipe — anunciaram investimentos em imóveis, mas nenhum com desconto tão agressivo. Isso mostra que, mesmo em um mercado aquecido, oportunidades aparecem para quem tem capital e paciência.
A lição para o pequeno investidor é que o desconto não vem de graça: exige disponibilidade de caixa e capacidade de avaliar o imóvel. "Quem paga à vista tem poder de barganha enorme, mas também precisa ter cuidado com possíveis problemas estruturais ou jurídicos", alerta o presidente do Secovi-SP, Marcos Almeida, em entrevista nesta semana.
Com a Selic estável e o crédito imobiliário aquecido, a tendência é que mais negócios assim apareçam no segundo semestre. Para Lucas Guimarães, a aposta é clara: "Imóvel é a única coisa que não some da noite para o dia", disse ele em seu canal. Resta saber se o retorno virá como esperado ou se o mercado dará uma reviravolta — mas, por enquanto, o influenciador já saiu na frente.


