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Quanto custa a vida de luxo de um bilionário global em 2026: R$ 3,2 bilhões

Levantamento inédito desta semana soma jatos, iates e mansões de 10 magnatas; só a manutenção anual de um superiate equivale a 500 salários mínimos.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Quanto custa a vida de luxo de um bilionário global em 2026: R$ 3,2 bilhões

Enquanto o Copom decidiu nesta semana manter a Selic em 11,75% ao ano, um grupo seleto de bilionários globais nem percebeu o movimento. É que, para eles, o custo de vida não é medido em parcelas de financiamento, mas em jatos, iates e mansões que somam facilmente R$ 3,2 bilhões por pessoa, segundo levantamento da consultoria Wealth-X divulgado nesta quinta-feira (06/08/2026).

O estudo, que acompanha os gastos declarados de 10 dos homens mais ricos do planeta, mostra que o item mais caro da lista é o superiate. Modelos como o Azzam, de 180 metros, avaliado em R$ 2,1 bilhões, exigem uma tripulação de 50 pessoas e custam R$ 180 milhões por ano apenas em combustível e manutenção. Para se ter uma ideia, esse valor equivale ao orçamento anual de uma cidade de 40 mil habitantes no interior do Brasil.

Os jatos executivos não ficam atrás. Um Gulfstream G700, o modelo mais vendido entre os bilionários neste trimestre, parte de R$ 320 milhões e tem custo operacional de R$ 15 milhões anuais, incluindo hangar, pilotos e seguro. A lista de espera para entrega, segundo a fabricante, já ultrapassa 12 meses — reflexo da demanda aquecida por aviões particulares na América Latina e no Oriente Médio.

Já as mansões, embora mais 'modestas' em valor absoluto, são as que mais valorizam. Dados do FipeZap mostram que, no primeiro semestre de 2026, o metro quadrado de imóveis de luxo em Miami subiu 18%, puxado por compradores brasileiros e europeus. Uma propriedade de 2.000 m² na região de Star Island, avaliada em R$ 250 milhões, rendeu aos seus donos uma valorização de R$ 45 milhões em apenas seis meses.

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Ainda assim, especialistas alertam que o custo de manutenção é o que mais pesa no bolso. 'Um bilionário gasta, em média, 0,5% do patrimônio por ano só para manter o estilo de vida', explica Ricardo Abreu, analista da Anbima. 'Mas como o patrimônio deles cresce 12% ao ano, o luxo acaba sendo financeiramente sustentável.' No Brasil, onde a Selic segue em dois dígitos, esse cálculo é ainda mais favorável para quem tem dinheiro investido em renda fixa.

Para o investidor comum, no entanto, a lição não é copiar o estilo de vida, mas entender o comportamento do mercado de luxo. 'Quando bilionários compram iates e mansões, é sinal de confiança na economia global', afirma a economista-chefe da Secovi-SP, Marina Costa. 'E isso afeta desde o preço dos imóveis de alto padrão até as ações das construtoras na B3.' No trimestre atual, as ações do setor imobiliário de luxo subiram 9%, superando o Ibovespa.

No fim das contas, viver como um bilionário custa caro até para eles: o levantamento mostra que os 10 magnatas gastam, juntos, R$ 32 bilhões por ano. Mas, enquanto o brasileiro médio lida com o orçamento apertado, esses números revelam uma realidade paralela — e que movimenta a economia global de forma silenciosa, mas poderosa.

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