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Quanto a Fazenda pagou a cada peão em 2026: cifras reveladas

Prêmio milionário, cachês e divisão de merchandising: os bastidores financeiros do reality que está no topo do Ibope neste trimestre.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Quanto a Fazenda pagou a cada peão em 2026: cifras reveladas

A 17ª edição de A Fazenda, que estreou em agosto, já movimenta cifras de dar inveja a muitos negócios listados na B3. Só o prêmio principal, pago ao vencedor, saltou para R$ 3 milhões neste ano, um aumento de 20% em relação à edição anterior, segundo fontes ligadas à produção. Mas o dinheiro não para no vencedor: cada peão confinado recebe um cachê mensal que varia entre R$ 50 mil e R$ 150 mil, dependendo do apelo popular do participante.

Os números foram confirmados por um levantamento interno da produtora, que circulou entre anunciantes nesta semana. Além do prêmio e dos cachês, os participantes também têm direito a uma porcentagem das vendas de merchandising — estima-se que cada peão possa ganhar até R$ 500 mil extras durante o confinamento. O reality, que bate recordes de audiência no trimestre, tornou-se uma máquina de gerar receita para a emissora e para os envolvidos.

Segundo o economista-chefe de uma consultoria especializada em entretenimento, a receita publicitária da temporada 2026 deve ultrapassar R$ 250 milhões, um crescimento de 15% em relação ao ano passado. Esse valor inclui cotas de patrocínio, ações de product placement e espaços no programa. "O reality é um dos poucos programas que conseguem manter o preço do CPM (custo por mil impressões) alto, mesmo com o avanço do streaming", explica o especialista.

Mas nem tudo é lucro para os peões. Especialistas em direito do entretenimento alertam que o cachê não inclui os impostos, que podem chegar a 27,5% para os valores mais altos. Além disso, o contrato prevê multas para quem quebrar as regras — a mais cara é a agressão física, que resulta em expulsão e perda de 50% do prêmio acumulado. Na edição deste ano, um participante quase perdeu R$ 1,5 milhão após um desentendimento no início do programa, mas a produção optou por apenas adverti-lo.

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O impacto econômico vai além da emissora. Cidades-sede do reality, como Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, registram aumento de 30% no movimento de hotéis e restaurantes durante as gravações, segundo a prefeitura local. A venda de produtos licenciados, como roupas e acessórios dos participantes, deve movimentar R$ 80 milhões até o fim da temporada.

Para quem pensa que reality show é só entretenimento, os números mostram um mercado bilionário que atrai cada vez mais investidores. No último balanço da Record, divulgado em julho, o segmento de entretenimento ao vivo respondeu por 40% da receita da emissora, impulsionado por A Fazenda e outras atrações. "É um modelo de negócio que se retroalimenta: audiência gera publicidade, que gera mais investimento em produção, que gera mais audiência", resume o analista de mídia da Ativa Investimentos.

A tendência é que os valores continuem subindo nas próximas edições, principalmente com a entrada de novos patrocinadores do setor de apostas esportivas, que viram no reality uma vitrine para o público jovem. O mercado financeiro já projeta um crescimento de 10% no faturamento do programa para 2027. Para os peões, além da fama, o reality nunca foi tão lucrativo — mas é preciso estar atento aos descontos e às regras do jogo.

#A Fazenda#reality show#bastidores financeiros#cachê#prêmio#merchandising
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