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Os 7 destinos que mais valorizaram no trimestre — e onde morar de graça

Levantamento inédito da Abrainc mostra que cidades médias do interior superam capitais em até 18,3%; veja o ranking completo e o impacto na sua próxima compra.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Os 7 destinos que mais valorizaram no trimestre — e onde morar de graça

A corrida por imóveis no Brasil mudou de rota neste trimestre. Levantamento inédito da Abrainc, divulgado nesta semana, revela que as cidades médias do interior — e não as capitais — puxaram a valorização imobiliária entre junho e agosto de 2026. O destaque é a região Norte, com Palmas registrando alta de 18,3% no metro quadrado, seguida por Campinas (14,7%) e São José dos Campos (12,9%).

Os dados, cruzados com o Índice FipeZap, mostram que o movimento não é pontual. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro avançaram 3,2% e 2,8%, respectivamente, as cidades médias superaram a marca de 10% em seis dos dez primeiros colocados. O que explica esse deslocamento? Segundo a Abrainc, o crescimento do trabalho híbrido e a migração de empresas de tecnologia para o interior — como a nova unidade da IBM em Campinas, inaugurada em julho — impulsionaram a demanda por moradias.

Outro fator relevante é o crédito imobiliário. A queda da Selic para 10,25% ao ano, anunciada no último Copom de agosto, barateou os financiamentos e reaqueceu o mercado de médio padrão. Em Palmas, por exemplo, o metro quadrado saiu de R$ 4.500 para R$ 5.325 em três meses. "Com juros menores, o comprador que antes esperava agora corre atrás do negócio antes que os preços subam mais", avalia a economista-chefe da Abrainc, Marina Duarte.

Mas nem tudo são flores. A valorização rápida também traz riscos. Especialistas ouvidos pela reportagem alertam para bolhas locais, especialmente em cidades onde a oferta de imóveis não acompanhou a demanda. "Em Juiz de Fora, que subiu 11,4%, há notícia de lançamentos vendidos na planta com 30% de sobrepreço", afirma o consultor imobiliário Ricardo Almeida. Por isso, a recomendação é pesquisar o valor de mercado antes de assinar qualquer contrato.

A boa notícia é que ainda há oportunidades. O ranking da Abrainc indica que cidades como Londrina e Maringá, no Paraná, entraram na mira dos investidores, com altas moderadas de 6,1% e 5,8%, mas com grande potencial de crescimento para os próximos meses. Com a chegada de novos empreendimentos, a tendência é que a valorização continue, mas de forma mais sustentável.

Para quem está pensando em comprar, a dica dos analistas é clara: priorize cidades com fundamentos fortes, como geração de empregos e infraestrutura, e negocie bem o valor do metro quadrado com base no FipeZap. E fique de olho no próximo Copom, marcado para setembro — uma nova redução da Selic pode impulsionar ainda mais o setor.

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