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Os 5 bairros que subiram 30% e ninguém viu em um trimestre

Enquanto o mercado olhava para o eixo Rio-SP, cidades médias despontaram com alta de até 35% no 2º trimestre. Veja onde o m² ainda cabe no bolso.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Os 5 bairros que subiram 30% e ninguém viu em um trimestre

Dados recém-divulgados pelo índice FipeZap, consolidados nesta semana, mostram que a valorização imobiliária no segundo trimestre de 2026 não se concentrou apenas nas capitais tradicionais. Cidades médias do interior e do Nordeste lideraram os ganhos, com destaques para Campinas (SP), Joinville (SC) e Maceió (AL), que registraram altas de até 12% no período. O movimento contraria a expectativa de desaceleração e aponta para uma migração de investidores em busca de melhor custo-benefício.

O ranking completo, que considera os 50 municípios monitorados, coloca o bairro Cambuí, em Campinas, com a maior valorização: o metro quadrado saltou de R$ 6.850 para R$ 8.910 em apenas três meses, uma alta de 30%. Em segundo lugar, aparece o bairro América, em Joinville, com variação de 28%, impulsionado pela expansão do polo tecnológico local. Já em Maceió, a orla de Pajuçara registrou aumento de 25%, reflexo do aquecimento do mercado de imóveis de alto padrão.

Segundo analistas do Secovi-SP, o movimento é explicado por três fatores: a queda da taxa Selic para 9,5% ao ano, decidida na última reunião do Copom em julho, que barateou o crédito; a inflação controlada, que preservou o poder de compra; e a migração de investidores para cidades com menor preço de entrada e maior potencial de renda com aluguel. "O investidor aprendeu com os erros do passado e está diversificando para fora dos grandes centros", afirma a economista Marina Duarte, da Abrainc.

No entanto, especialistas alertam que nem todo bairro em alta representa uma boa oportunidade. Em Fortaleza, por exemplo, a valorização de 20% no bairro Meireles foi puxada por lançamentos de luxo, mas a rentabilidade de aluguel caiu para 4,5% ao ano, abaixo da média nacional de 6,2%. Para o investidor que busca renda, o ideal é cruzar a valorização com o yield do imóvel, como recomenda o relatório da Anbima divulgado este mês.

Para o próximo trimestre, a tendência é de que as cidades médias continuem em destaque, principalmente as que possuem universidades e polos de saúde, como Ribeirão Preto (SP) e Londrina (PR). "O movimento é sustentável, pois há demanda real por moradia, e não apenas especulação", conclui Duarte. Quem ainda não se posicionou, pode encontrar no interior as mesmas oportunidades que São Paulo oferecia há cinco anos, mas com um terço do preço.

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