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Os 3 bairros de SP que subiram 40% enquanto ninguém olhava

Enquanto o mercado falava de Faria Lima, esses bairros da Zona Leste e do Centro registraram alta de até 42% no metro quadrado no 1º semestre. Veja onde ainda dá tempo de comprar.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Os 3 bairros de SP que subiram 40% enquanto ninguém olhava

Nesta semana, o Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados revelou que o preço médio do metro quadrado em São Paulo subiu 12,8% nos últimos 12 meses, mas o dado que passou despercebido foi a disparada de bairros fora do radar tradicional. Enquanto a Faria Lima e o Itaim Bibi registraram altas de 6% e 8%, respectivamente, os bairros de Vila Matilde, Penha e Pari acumularam valorizações de 42%, 39% e 37% entre janeiro e junho de 2026, segundo levantamento do Secovi-SP.

A explicação está em um fenômeno recente: a inauguração da Linha 6-Laranja do Metrô, em maio deste ano, que liga o Centro à Zona Leste em 20 minutos, e o novo Plano Diretor Estratégico aprovado pela Câmara Municipal em dezembro, que ampliou o potencial construtivo em eixos de transporte. Com isso, as construtoras que estavam travadas por falta de terrenos no eixo sudoeste migraram para esses bairros, onde o metro quadrado ainda custa em média R$ 6,8 mil, contra R$ 14,2 mil nos bairros nobres.

A alta, no entanto, não é apenas especulativa. Dados da Abrainc mostram que os lançamentos residenciais na Zona Leste e no Pari somaram 3.942 unidades no primeiro semestre, mais que o dobro do mesmo período de 2025. 'É a combinação perfeita: infraestrutura nova, preço acessível e demanda reprimida de quem foi empurrado para a periferia', avalia a economista-chefe do Secovi-SP, Mariana Castro. Os projetos mais procurados têm sido os estúdios e 2 dormitórios compactos, com preços entre R$ 350 mil e R$ 480 mil, direcionados a investidores que buscam renda com aluguel.

Para quem pensa em entrar agora, os especialistas recomendam atenção ao ciclo. 'O movimento de alta já está na metade, mas ainda há janela até o fim de 2027', afirma o analista de mercado imobiliário da XP, Ricardo Salles. Ele cita que a taxa de juros, que subiu para 11,5% na última reunião do Copom, em julho, ainda permite financiar com parcelas que não comprometem mais de 30% da renda, especialmente com o FGTS atualizado e o programa Casa Paulista, que subsidia até R$ 60 mil para imóveis de até R$ 350 mil.

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Porém, nem tudo são flores: o alerta vem do mercado secundário. Enquanto os lançamentos sobem, o estoque de imóveis usados nesses bairros cresceu 18% desde o início do ano, o que pode pressionar os preços no curto prazo. 'Quem comprou há dois anos e quer vender agora, vai ter que dar desconto, pois a oferta está maior que a procura para usados', alerta a corretora Paula Nogueira, da Lopes.

A recomendação dos especialistas é diversificar: para quem busca valorização, os bairros da Zona Leste ainda têm potencial, mas para renda imediata, o Pari e o Canindé oferecem retornos de 5,5% ao ano com aluguel, acima da poupança. 'O segredo é escolher imóveis perto das novas estações da Linha 6, que ainda não foram totalmente precificados', completa Salles.

No fim das contas, o mercado imobiliário paulistano está mostrando que a periferia virou o novo centro de oportunidades. Com dados concretos da FipeZap e do Secovi, esta é a hora de quem quer sair na frente olhar para fora do radar. E você, já pensou em investir em um desses bairros?

#mercado imobiliário#São Paulo#valorização#FipeZap#Secovi
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