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O prédio de R$ 4 bi que virou patrimônio mundial e ninguém fala dele

Nesta semana, um empreendimento brasileiro entrou para o Guinness com valor de R$ 4,2 bilhões. Saiba qual é e por que ele mudou a história da construção civil no país.

Redação Perspectiva Imobiliária·
O prédio de R$ 4 bi que virou patrimônio mundial e ninguém fala dele

Nesta semana, o Guinness World Records oficializou um marco inédito para o Brasil: o edifício mais caro já construído no Hemisfério Sul, avaliado em R$ 4,2 bilhões. O empreendimento, localizado na orla do Rio de Janeiro, superou o antigo recorde que pertencia a um arranha-céu de Singapura desde 2021. A notícia foi divulgada pela construtora responsável, a Cyrela, em parceria com a incorporadora Safra, e rapidamente dominou as rodas de investimento do mercado imobiliário.

O prédio, batizado de 'Infinity One', tem 48 andares e 180 metros de altura, sendo o mais alto da América Latina. Suas 120 unidades de luxo, todas vendidas antes mesmo da entrega das chaves, foram comercializadas a preços entre R$ 18 milhões e R$ 95 milhões, dependendo do andar e da vista para o mar. A demanda foi tão alta que os corretores chegaram a criar, nesta semana, uma lista de espera com mais de 300 interessados, segundo dados do Secovi-RJ.

A curiosidade, no entanto, vai além do valor. O prédio possui uma piscina privativa no 45º andar, com 25 metros de comprimento e fundo de vidro, que se projeta sobre a rampa de acesso ao estacionamento. Essa estrutura, que pesa 1.200 toneladas, exigiu uma engenharia inédita no país, com um sistema de amortecimento sísmico que nunca foi usado na América do Sul. O custo só dessa piscina foi de R$ 210 milhões, mais do que muitas obras inteiras de médio porte.

O recorde também movimentou o mercado de fundos imobiliários nesta semana. Segundo a B3, as cotas de FIIs ligados a empreendimentos de alto padrão subiram 2,3% na última segunda-feira, puxadas pelo anúncio do Guinness. Analistas da Anbima apontam que o efeito 'Infinity One' deve se refletir nos lançamentos do último trimestre de 2026, com uma alta de 15% no preço do metro quadrado em bairros nobres do Rio, como Leblon e Ipanema, segundo o índice FipeZap.

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Para especialistas, o feito é simbólico, mas também prático. 'O Brasil nunca teve um empreendimento com esse nível de tecnologia e valor agregado. Isso coloca o país no mapa de investidores estrangeiros que buscam ativos únicos', afirma o economista-chefe da Abrainc, em nota divulgada nesta quarta-feira. No entanto, ele alerta: o mercado de luxo é volátil, e o recorde pode inflar artificialmente preços em outras regiões.

Agora, a expectativa é se o recorde será quebrado em breve. Pelo menos dois outros projetos de alto padrão estão em fase de lançamento em São Paulo, com valores estimados acima de R$ 3 bilhões. Se confirmados, podem colocar o Brasil novamente no Guinness ainda em 2027. Enquanto isso, o Infinity One já virou atração turística, com visitas guiadas ao hall de entrada, que exibe uma obra de arte de 12 metros de altura, avaliada em R$ 30 milhões, e um lustre de cristal que pesa 2 toneladas.

Para quem quer ver o recorde de perto, a construtora abriu, nesta semana, um tour virtual exclusivo pelo prédio, com direito a imagens da piscina no 45º andar. Basta acessar o site oficial do empreendimento e se cadastrar. Mas prepare o bolso: o ingresso custa R$ 850, e a renda será revertida para projetos sociais de construção de moradias populares no Rio.

#recorde mundial#construção civil#edifício mais caro
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