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Minha Casa Minha Vida terá R$ 25 bi extras: 5 cidades onde o preço vai subir

Novo anúncio do governo nesta semana turbina o programa com verba recorde. Veja como a medida pode encarecer imóveis em até 15% nas regiões metropolitanas, antes do fim do ano.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Minha Casa Minha Vida terá R$ 25 bi extras: 5 cidades onde o preço vai subir

O governo federal anunciou nesta semana a maior injeção de recursos da história do Minha Casa Minha Vida: R$ 25 bilhões adicionais, com foco em municípios com déficit habitacional acima de 20 mil moradias. A medida, publicada em medida provisória na última terça-feira, amplia o subsídio para famílias com renda de até R$ 4,4 mil e reduz os juros para 4% ao ano na faixa 1. Segundo a Abrainc, o impacto pode ser imediato nas regiões Norte e Nordeste, onde a demanda reprimida é maior.

A liberação do dinheiro ocorre em um momento de queda da Selic, que no último Copom caiu para 9% ao ano, e de alta de 6,8% no preço médio do metro quadrado no segundo trimestre, segundo o FipeZap. Com mais crédito barato, a tendência é de aumento na disputa por imóveis prontos, especialmente nos bairros periféricos com boa infraestrutura. A construtora MRV, por exemplo, já anunciou que vai acelerar lançamentos em 12 capitais, com previsão de 8 mil unidades até dezembro.

Para o comprador, o efeito é duplo: por um lado, mais famílias conseguem financiar com condições vantajosas; por outro, a alta de preços pode corroer parte do benefício. Em Fortaleza, Recife e Salvador, o custo do m² subiu 11% no trimestre, puxado justamente por programas habitacionais. Especialistas ouvidos pelo Perspectiva Imobiliária recomendam que interessados consultem a Caixa Econômica Federal já nas próximas semanas, antes que os recursos sejam totalmente comprometidos.

A medida também mexe com o setor de FIIs: com mais dinheiro circulando, a tendência é de valorização dos CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) ligados a projetos populares. Na B3, o índice de fundos imobiliários IFIX subiu 2,3% desde o anúncio, refletindo o otimismo do mercado. No entanto, analistas alertam para o risco de inflação de preços em regiões específicas, o que pode reduzir o retorno real dos investimentos a longo prazo.

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Em paralelo, estados como São Paulo e Minas Gerais anunciaram contrapartidas, ampliando em até R$ 3,4 bilhões os subsídios estaduais. O governador de SP, em evento nesta semana, destacou que a meta é zerar o déficit habitacional de 450 mil moradias na capital até 2028. Especialistas, porém, lembram que o gargalo não é só orçamentário: a falta de terrenos bem localizados e o custo da construção continuam desafiando a meta.

Para quem pensa em investir, a dica é focar em municípios de médio porte com forte presença do programa, como Campinas, São José dos Campos e Joinville, onde o estoque de imóveis é menor e a tendência de preço é mais firme. Levantamento do Secovi indica que essas cidades já apresentam valorização média de 9% ao ano, acima da inflação.

A expectativa é que os efeitos completos da medida sejam sentidos no primeiro trimestre de 2027, quando os projetos financiados começarem a ser entregues. Até lá, a corrida por bons negócios deve se intensificar, tanto para compradores de primeira moradia quanto para investidores de olho na locação. Fique de olho nas movimentações da Caixa e no calendário de lançamentos das principais incorporadoras.

#Minha Casa Minha Vida#subsídio habitacional#preço de imóveis
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