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Metrô quadrado sobe 42% em 3 meses: as 5 cidades que lideram o ranking

FipeZap revela cidades com maior valorização no 2º trimestre; Porto Velho e Joinville surpreendem; veja se sua região está no topo.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Metrô quadrado sobe 42% em 3 meses: as 5 cidades que lideram o ranking

Dados divulgados nesta quinta-feira (6) pelo índice FipeZap mostram um salto expressivo nos preços de imóveis residenciais em algumas cidades brasileiras durante o segundo trimestre de 2026. No recorte de 12 meses, a alta acumulada é de 18,4%, mas o que chama a atenção são os picos localizados, com variações superiores a 40% em apenas três meses.

Liderando o ranking está Porto Velho (RO), com valorização de 42,3% entre abril e junho — um reflexo direto do boom de obras de infraestrutura e da chegada de novos empreendimentos logísticos na região. Em seguida, aparecem Joinville (SC), com 38,7%, puxada pela expansão industrial, e Teresina (PI), que registrou 35,2%, impulsionada pelo programa federal de habitação popular anunciado no último Copom.

Entre as capitais, Goiânia (32,9%) e Fortaleza (29,8%) completam o top 5, ambas com forte demanda por imóveis de médio padrão. Segundo especialistas da Abrainc, o movimento não é isolado: a combinação de juros básicos em queda — a Selic foi reduzida para 9,75% ao ano na reunião de julho — com a liberação de novas linhas de crédito do FGTS para a classe média turbinou as vendas e, consequentemente, os preços.

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Para o economista-chefe da Secovi-SP, Marcelo Alves, o cenário é de otimismo, mas exige cautela. "A valorização acelerada em cidades menores indica uma migração de investidores em busca de retorno mais rápido, porém o risco de bolha localizada existe. Quem compra agora precisa avaliar a sustentabilidade da demanda", alertou em entrevista ao portal.

Enquanto o Sudeste tradicional segue firme, com São Paulo registrando alta de 12,4% no trimestre, o interior ganha relevância. Cidades como Campinas e Sorocaba também aparecem na lista, com aumentos de 27,8% e 25,3%, respectivamente, impulsionadas pelo home office híbrido e pela busca por qualidade de vida.

Para quem deseja investir neste momento, a recomendação dos analistas é buscar regiões com fundamentos sólidos, como geração de empregos e déficit habitacional, em vez de apenas seguir o ranking. E o momento é oportuno: com a Selic em trajetória de queda, o financiamento imobiliário tende a ficar mais barato ao longo do segundo semestre, o que pode sustentar a tendência de valorização.

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