Mercado BR

MCMV amplia renda máxima e financiamento sobe; veja quem ganha

Nova faixa do Minha Casa Minha Vida eleva limite para R$ 9 mil e reduz juros. Cálculos mostram economia de até R$ 250 por mês. Descubra se você se encaixa.

Redação Perspectiva Imobiliária·
MCMV amplia renda máxima e financiamento sobe; veja quem ganha

O governo federal anunciou nesta semana a ampliação das faixas do Minha Casa Minha Vida (MCMV), permitindo que famílias com renda bruta de até R$ 9 mil mensais possam financiar imóveis com juros reduzidos. A medida, publicada em portaria no Diário Oficial desta quarta-feira, também eleva o valor máximo do imóvel financiável para R$ 350 mil em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – um aumento de 12% em relação ao limite anterior.

Segundo a Abrainc, a mudança deve beneficiar cerca de 1,2 milhão de famílias que antes ficavam fora do programa, mas que agora poderão usar o FGTS com condições especiais. Na prática, quem tem renda de R$ 8 mil, por exemplo, pode financiar até 80% do imóvel com juros de 8,5% ao ano, contra os 10,75% do mercado tradicional. A economia média mensal, de acordo com simulações da Caixa, chega a R$ 250.

O anúncio ocorre em meio à queda da Selic, que no último Copom, realizado no fim de julho, foi reduzida para 12,25% ao ano. Com isso, a taxa do financiamento imobiliário com recursos da poupança caiu para uma média de 10,5% – a menor desde 2021. A combinação de juros menores e faixas ampliadas deve destravar o setor, que acumula alta de 8% nas vendas no trimestre, segundo dados da Secovi-SP.

Especialistas alertam, porém, para o risco de inflação nos preços. "A demanda extra pode pressionar os valores dos imóveis em até 5% nos próximos 12 meses", avalia o economista-chefe da Fipe, em relatório divulgado nesta semana. Para quem pretende comprar, a orientação é pesquisar bem e considerar regiões em expansão, onde o metro quadrado ainda não refletiu a nova demanda.

O programa também trouxe novidades para o financiamento de imóveis usados, que agora podem ser adquiridos com as mesmas condições dos novos. A medida, que vale a partir de setembro, deve ampliar a oferta em cidades como Curitiba e Belo Horizonte, onde o estoque de novos é limitado.

Com a ampliação, a fila de espera para o FGTS deve aumentar, mas o governo garante que o fundo tem recursos suficientes. Dados da Caixa mostram que a arrecadação líquida do FGTS no primeiro semestre somou R$ 32 bilhões, alta de 15% sobre o mesmo período do ano passado.

Se você se encaixa na nova faixa, o momento é de correr contra o tempo: a procura por financiamento já cresceu 18% nos bancos, e a tendência é que as melhores oportunidades – com preços ainda abaixo do teto – desapareçam nos próximos meses.

A novidade, no entanto, não é unanimidade. Economistas do Banco Original apontam que o aumento do limite pode gerar distorções em bairros nobres, onde imóveis de R$ 350 mil são raros. Mesmo assim, para a maior parte das famílias de classe média, a porta que se abre agora é a mais vantajosa da década.

#MCMV#crédito imobiliário#FGTS#juros#política habitacional
0 comentário(s)

Comentários

para comentar.

    Continue lendo