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MCMV 2026: 1,2 milhão de unidades e FGTS turbinado; veja quem sai ganhando

Novo ciclo do Minha Casa, Minha Vida amplia faixas de renda e subsídio. FGTS com bônus de até R$ 5 mil para baixa renda. Saiba como isso afeta seu financiamento.

Redação Perspectiva Imobiliária·
MCMV 2026: 1,2 milhão de unidades e FGTS turbinado; veja quem sai ganhando

O governo federal anunciou nesta semana a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para o ciclo 2026-2028, com meta de contratar 1,2 milhão de novas unidades até o fim de 2027. O programa, que substituiu o Casa Verde Amarela em 2024, ganhou agora novas faixas de renda e subsídios maiores para famílias de até R$ 4,4 mil mensais. A medida, publicada em portaria do Ministério das Cidades no último dia 25, eleva o teto do imóvel financiável na faixa 1 de R$ 170 mil para R$ 190 mil em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro.

O destaque, porém, fica para a nova modalidade de FGTS Futuro turbinado: a partir de outubro, trabalhadores com renda até R$ 2,6 mil poderão usar até 10% do saldo do FGTS como bônus de entrada, reduzindo o valor financiado em até R$ 5 mil. Segundo a Caixa Econômica Federal, a medida deve beneficiar cerca de 400 mil famílias já no primeiro trimestre de 2027. A alteração foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS em reunião realizada na última terça-feira, com apoio das centrais sindicais.

No campo do crédito imobiliário, os números do trimestre atual mostram uma retomada consistente: conforme dados da Abrainc divulgados no início desta semana, as vendas de imóveis novos cresceram 14% no segundo trimestre de 2026, na comparação anual, puxadas pelo MCMV. A inadimplência de financiamentos imobiliários caiu para 2,3% em junho, menor nível desde 2019, segundo o Banco Central. A Selic, mantida em 11% ao ano na última reunião do Copom em agosto, ajudou a destravar a demanda reprimida.

A reformulação do programa também mexeu com o setor de imóveis de médio padrão. Para o público do Casa Verde Amarela, que hoje está incorporado ao MCMV nas faixas 2 e 3, o governo estendeu o prazo de financiamento de 35 para 40 anos e reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, com recursos do FGTS. Na prática, uma família com renda de R$ 5 mil pode economizar até R$ 180 por mês na parcela, dependendo do prazo e do valor do imóvel.

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Especialistas de mercado, no entanto, apontam desafios. O coordenador de habitação da FipeZap, Marcos Reis, alerta para a pressão sobre os preços: "A demanda aquecida, combinada com o custo de construção em alta, pode limitar o ganho real do programa. A inflação do setor acumula 6,2% no ano, acima do IPCA", disse em entrevista ao portal nesta semana. A alta do aço e do cimento segue pressionando as construtoras, que repassam parte do custo ao consumidor.

Apesar das ressalvas, o governo projeta que o novo ciclo deve gerar 1,8 milhão de empregos diretos e indiretos até o fim de 2027. Para quem está pensando em comprar o primeiro imóvel, a orientação é ficar de olho nas datas: os novos subsídios começam a valer para contratos assinados a partir de 1º de outubro, mas as construtoras já estão lançando empreendimentos com condições antecipadas. Com a renda familiar de até R$ 4,4 mil, é possível ter desconto de até 90% na entrada, com prestação limitada a 20% da renda.

Em resumo, o momento é favorável para quem se encaixa no perfil do MCMV, mas exige atenção às regras de cada faixa. A dica é simular no site da Caixa antes de fechar qualquer contrato e comparar as taxas com as oferecidas por bancos privados, como Itaú e Bradesco, que também ampliaram linhas com recursos da poupança neste mês. O crédito imobiliário segue com juros médios de 9,9% ao ano para o médio padrão, conforme a ANBIMA – o menor nível desde 2021.

#MCMV#Casa Verde Amarela#crédito imobiliário#FGTS#política habitacional
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