Mansão de R$ 42 milhões comprada por famoso no Rio — veja o luxo
Aquisição na Barra da Tijuca, fechada em julho, inclui píer privativo e heliponto. Saiba quem é o comprador e o que isso revela sobre o mercado de luxo no trimestre atual.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d72fd4bf0af74c0c89d27a5a226dbbf8/internal_photos/bs/2023/f/f/vQl0PBTKaIS0Io10Zl7Q/mansao-angelica-luciano-huck11-1-.png)
O mercado imobiliário de alto padrão no Rio de Janeiro acaba de registrar uma das maiores transações do ano. Uma mansão avaliada em R$ 42 milhões foi comprada na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, por um famoso empresário e apresentador de TV. A negociação, concluída neste mês, foi registrada em cartório na última semana e já movimenta o setor, que vive um momento de aquecimento no segmento de luxo.
A propriedade, localizada em um condomínio fechado com vista para o mar, tem 1.200 metros quadrados de área construída, cinco suítes, piscina com borda infinita, academia completa e um píer privativo para embarcações de até 30 pés. O heliponto, instalado na cobertura, é um dos diferenciais que justificam o valor, segundo corretores que acompanharam a venda.
O comprador, que preferiu não ter o nome divulgado, é sócio de uma rede de restaurantes e apresentador de um reality show culinário. A assessoria dele confirmou que a aquisição foi financiada em parte, com entrada de R$ 18 milhões e o restante em 10 parcelas anuais. A operação foi fechada com taxas de juros que acompanham a Selic, que está em 14,5% ao ano desde o último Copom, realizado em julho.
O mercado de luxo carioca tem mostrado resiliência mesmo com os juros altos. Segundo dados da Secovi Rio, as vendas de imóveis acima de R$ 10 milhões na Zona Sul e na Barra cresceram 18% no segundo trimestre em comparação ao primeiro. "Há uma demanda reprimida de compradores endinheirados que buscam ativos concretos, principalmente em locais com infraestrutura de lazer", avalia Ricardo Mendes, diretor de uma imobiliária de alto padrão na região.
Especialistas apontam que a valorização da Barra da Tijuca, que subiu 12% no acumulado de 2026, atrai não só celebridades, mas também investidores estrangeiros interessados em revenda. A desvalorização do dólar frente ao real, que caiu 6% no primeiro semestre, tornou os imóveis brasileiros mais competitivos para compradores internacionais.
Para quem sonha em seguir o mesmo caminho, a dica é pesquisar bem o condomínio e verificar a documentação do terreno. "Imóveis de luxo têm custos de manutenção altos — condomínio pode passar de R$ 15 mil mensais — e é preciso calcular se o investimento vale a pena no longo prazo", alerta a consultora imobiliária Patrícia Almeida.
Comprar uma mansão como essa é possível para poucos, mas entender o que move esse mercado ajuda qualquer investidor a enxergar oportunidades. Fique de olho nos leilões de imóveis de alto padrão, que têm aparecido com mais frequência neste trimestre, com descontos de até 30%.
Enquanto isso, a mansão na Barra da Tijuca já virou assunto nos bastidores do entretenimento. Será que o novo morador vai abrir as portas para uma temporada de reality show? A especulação é grande, mas por enquanto o que importa é o negócio fechado: R$ 42 milhões que mostram que o luxo, no Rio, continua em alta.


