Mansão de R$ 1,2 bi de Bezos na Flórida: 5 curiosidades que você não viu na TV
Enquanto Musk negocia uma ilha na Grécia e Beyoncé reforma um castelo na França, a casa de Jeff Bezos em Miami esconde um detalhe que ninguém reparou. Descubra o que está por trás dos muros de R$ 1,2 bilhão.
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A corrida bilionária por moradias de luxo ganhou novos capítulos nesta semana, e o Brasil está de olho. Jeff Bezos, fundador da Amazon, acaba de fechar a compra de uma mansão em Indian Creek, na Flórida, pelo valor recorde de US$ 235 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão). A negociação, revelada em documentos públicos na última terça-feira, coloca a propriedade entre as mais caras já vendidas nos Estados Unidos.
Mas não é só Bezos. Elon Musk, dono do X e da Tesla, está em negociações avançadas para adquirir uma ilha privada no Mar Egeu, na Grécia, por US$ 180 milhões. Segundo fontes ligadas ao mercado de luxo, o acordo pode ser assinado ainda neste trimestre. Enquanto isso, Beyoncé e Jay-Z iniciaram uma reforma bilionária em um castelo do século XVII na região de Provence, na França, com previsão de entrega para 2028.
No Brasil, o mercado de imóveis de alto padrão também está aquecido. De acordo com o último relatório da Abrainc, divulgado em junho, as vendas de imóveis acima de R$ 10 milhões cresceram 18% no primeiro semestre de 2026, puxadas por lançamentos em São Paulo e no Rio. O FipeZap de julho aponta que o preço médio do metro quadrado no país subiu 2,3% no trimestre, mas em bairros nobres como o Jardim Europa, em SP, a alta chega a 6%.
O que pouca gente sabe é que a mansão de Bezos em Indian Creek tem uma peculiaridade: ela foi comprada em duas etapas — primeiro o terreno, por US$ 150 milhões, e depois a casa existente, por US$ 85 milhões. O objetivo, segundo corretores locais, é demolir a construção atual e erguer uma residência de 4 mil metros quadrados com segurança de nível militar. A ilha, apelidada de 'Bunker dos Bilionários', abriga apenas 41 residências, e Bezos já é o segundo morador mais rico do local, atrás de Ken Griffin, fundador do hedge fund Citadel.
Para o investidor brasileiro, o movimento dos bilionários não é apenas curiosidade. Especialistas ouvidos pela Perspectiva Imobiliária veem um efeito de demonstração: quando grandes fortunas internacionais buscam ativos de luxo, há um reflexo nos preços de imóveis de alto padrão no Brasil, principalmente em regiões como o Lago Sul, em Brasília, e a Costa Verde, no Rio. 'É um sinal de confiança na economia global, mas também um alerta para a bolha de luxo em alguns mercados', avalia o consultor imobiliário Marcos Tavares, da Tavares & Associados.
Se você sonha em morar perto dos bilionários, uma boa notícia: a ilha de Indian Creek está vendendo uma das casas restantes por US$ 90 milhões. Mas, se o orçamento é mais apertado, o mercado brasileiro de alto padrão oferece oportunidades com retorno médio de 12% ao ano, segundo dados da Secovi-SP para o segundo trimestre. O segredo, como dizem os especialistas, é escolher bem a localização e não se deixar levar pela euforia das manchetes.


