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Lançamentos imobiliários em Balneário Camboriú batem recorde; 12 torres em 2026

Com 12 novas torres residenciais só neste semestre, a cidade catarinense viu o preço médio do m² subir 28% em um ano. Entenda o que move esse boom.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Lançamentos imobiliários em Balneário Camboriú batem recorde; 12 torres em 2026

Balneário Camboriú vive um momento histórico no mercado imobiliário. Segundo o Secovi-SC, nos primeiros seis meses de 2026 foram lançadas 12 torres residenciais na cidade, o maior volume já registrado no período. O valor médio do metro quadrado na planta saltou 28% em 12 meses, chegando a R$ 12.450, conforme levantamento da Brain Inteligência Estratégica. Os números superam até o auge de 2021, quando a cidade se consolidou como polo de investimento em alto padrão.

O movimento é puxado por uma combinação de fatores: a Selic, que após o último Copom (agosto) foi mantida em 10,5% ao ano, trouxe previsibilidade para incorporadoras e compradores. Além disso, o crédito imobiliário segue aquecido, com a Caixa Econômica Federal ampliando em 15% o orçamento para financiamentos neste trimestre, segundo comunicado do banco. Investidores de São Paulo e do Sul do país estão migrando capital para BC, atraídos pela valorização contínua e pela escassez de terrenos disponíveis.

Um dos lançamentos mais aguardados é o Yachthouse Residence Club 3, da Pasqualotto &GT, que abriu vendas na última semana com 80% das unidades comercializadas em 48 horas. O empreendimento, com 52 andares, terá unidades a partir de R$ 2,8 milhões. Outro destaque é o Vision One, da FG Empreendimentos, que traz o conceito de residências com vista para o mar e área privativa de até 400 m², com preços que chegam a R$ 6 milhões. "A demanda não é só de moradores; muitos compram para alugar por temporada ou revender na planta", explica o corretor João Pedro Alves, da Imobiliária Alves & Cia.

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Os números refletem uma confiança sustentada na economia local. O mercado de trabalho formal em Santa Catarina cresceu 3,2% no primeiro semestre, acima da média nacional, segundo o Caged. Isso alimenta a renda e a capacidade de pagamento das famílias. Além disso, a infraestrutura urbana — com novos túneis e a ampliação da mobilidade — tem valorizado regiões antes desprezadas, como a Barra Sul, onde o m² já ultrapassa R$ 15 mil. Especialistas, porém, alertam para o risco de bolha em alguns micro mercados. "O aumento de 28% em um ano pode não se sustentar se a Selic subir ou se a oferta de lançamentos crescer muito acima da demanda", pondera a economista Marina Costa, da consultoria MB Associados.

Para investidores, a dica é avaliar a localização e a reputação da incorporadora. Em BC, a entrega de obras tem atrasado em média seis meses, segundo o Secovi-SC, o que pode afetar o retorno. Ainda assim, o mercado segue otimista: a expectativa é que, até o fim de 2026, sejam lançadas mais 10 torres, elevando o estoque futuro para 3.200 unidades. Com a demanda aquecida por estrangeiros — principalmente argentinos e uruguaios —, a cidade se consolida como um dos principais polos de investimento imobiliário do país. Se você pensa em entrar nesse jogo, o momento pede atenção aos detalhes e uma boa assessoria.

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