Lançamentos em Balneário Camboriú sobem 32% em agosto; veja os bairros
Com a Selic a 8,75%, construtoras aceleram projetos de alto padrão. Bairro das Nações lidera com 45% dos novos empreendimentos — e os preços já refletem a disputa.

O mercado imobiliário de Balneário Camboriú registrou alta de 32% no número de lançamentos em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da Secovi-SC. O movimento é puxado pela redução da taxa Selic para 8,75% ao ano, definida na última reunião do Copom, que barateou o crédito imobiliário e destravou projetos que estavam na gaveta das incorporadoras.
O bairro das Nações responde sozinho por 45% dos novos lançamentos, com destaque para torres residenciais de alto padrão com lazer completo e automação. O preço médio do metro quadrado anunciado na cidade subiu 4,2% no trimestre, chegando a R$ 12,8 mil, conforme levantamento da FipeZap. Na Nações, o valor já supera R$ 14 mil, puxado pela proximidade com o mar e pela oferta limitada de terrenos.
Enquanto isso, em São Paulo e no Rio, o ritmo é mais moderado, mas também positivo. Em São Paulo, os lançamentos cresceram 11% neste mês, com os distritos de Vila Olímpia e Perdizes liderando a demanda. No Rio, a Zona Portuária ganhou força: o bairro recebeu três novos projetos residenciais em agosto, reflexo do programa de revitalização e da nova linha de VLT. Os preços nessas regiões subiram 2,5% no trimestre, segundo dados da Ademi-RJ.
A aceleração dos lançamentos no litoral catarinense chama atenção pela velocidade: o estoque de imóveis novos na planta caiu para 2.800 unidades, o menor nível desde 2021. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a demanda segue forte de compradores de outras regiões, especialmente do Sul e de São Paulo, em busca de imóveis de alto padrão com potencial de valorização.
Para quem quer entrar nesse mercado, a janela é agora. Os financiamentos estão mais baratos, mas os preços seguem subindo — e a tendência é de aceleração no último trimestre, com a proximidade das festas de fim de ano. As construtoras, por sua vez, dizem que novos projetos podem ser lançados em breve, mas com reajustes de até 8% sobre os valores atuais.
A recomendação dos analistas é pesquisar bem e negociar condições de pagamento, já que a concorrência entre bancos e incorporadoras aumentou. O crédito imobiliário com recursos da poupança cresceu 18% neste semestre, segundo o Banco Central, e as taxas de juros para o comprador final caíram para menos de 10% ao ano em algumas linhas.
Acompanhe a próxima reunião do Copom, marcada para meados de setembro, que pode trazer novo corte na Selic. Se confirmado, o impacto deve ser imediato no setor — e os preços dos imóveis novos podem subir ainda mais. Fique de olho nas oportunidades antes que o custo de entrada fique maior.


