Influencer compra mansão em SP por R$ 48 mi com renda de 2026
O youtuber, que faturou R$ 120 mi no trimestre, pagou à vista na Zona Sul. Entenda como ele lucra alto com imóveis e por que isso pode inflar os preços.
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Nesta semana, o influenciador e empresário Diego Moreira, de 32 anos, conhecido por seus vídeos de finanças e lifestyle, fechou a compra de uma mansão em uma das áreas mais nobres de São Paulo — o Jardim Europa. O valor: R$ 48 milhões, pagos à vista. A transação foi registrada em cartório na terça-feira (11) e já movimenta os bastidores do mercado imobiliário de alto padrão.
Segundo dados do Secovi-SP, o metro quadrado no Jardim Europa chegou a R$ 42 mil neste trimestre, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025. A mansão, com 2.100 m², inclui piscina aquecida, adega climatizada e heliponto. A compra foi feita por meio de uma holding familiar, o que, de acordo com especialistas, é uma estratégia comum para reduzir o impacto do ITBI e facilitar a futura sucessão.
Diego, que soma 18 milhões de seguidores no Instagram, faturou cerca de R$ 120 milhões só no segundo trimestre de 2026, segundo levantamento do portal Socialbakers. Suas fontes de renda incluem publicidade, cursos online e uma linha de roupas fitness. Em um vídeo recente, ele afirmou que 60% de seu patrimônio está alocado em imóveis, priorizando regiões com alta liquidez e potencial de valorização.
A transação chamou atenção não só pelo valor, mas pela forma: Diego não financiou nada. Com a Selic em 10,25% ao ano após a última reunião do Copom, no fim de julho, o custo do crédito imobiliário segue alto, e pagar à vista virou um diferencial competitivo. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que esse tipo de compra à vista, feita por influenciadores e atletas, tem pressionado os preços em bairros nobres, criando um efeito de 'riqueza visível'.
Procurado, Diego confirmou a compra em seus stories, dizendo que 'é a realização de um sonho' e que pretende usar o imóvel para encontros com fãs e gravações de conteúdo. Ele também afirmou que não pretende vender tão cedo, mas que enxerga o imóvel como 'reserva de valor' em um momento de incerteza fiscal.
Para quem quer seguir os passos de Diego, os consultores recomendam começar com imóveis menores em bairros em expansão, como o caso de Vila Madalena, que valorizou 15% nos últimos 12 meses, segundo o índice FipeZap. A dica é diversificar entre residencial e comercial, além de acompanhar de perto as taxas de juros e o comportamento da inflação, que segue acima do centro da meta no acumulado de 2026.
No fim das contas, a compra de Diego não é apenas um luxo: é um movimento estratégico em um momento em que o high-end continua atraindo capital. Como ele mesmo diz: 'Imóvel bom é aquele que você compra quando os outros estão com medo'. Enquanto isso, o mercado segue de olho nas próximas aquisições desses novos bilionários das redes sociais.


