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Influencer compra cobertura de R$ 18 mi em SP e revende em 10 dias por R$ 24 mi

Operação relâmpago de famoso digital brasileiro surpreende o mercado imobiliário de alto padrão; entenda como ele lucrou R$ 6 milhões em pouco mais de uma semana.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Influencer compra cobertura de R$ 18 mi em SP e revende em 10 dias por R$ 24 mi

O influenciador digital Felipe Neto, conhecido por seus mais de 40 milhões de seguidores, protagonizou uma das transações imobiliárias mais rápidas e lucrativas deste ano no Brasil. Nesta semana, ele comprou uma cobertura duplex no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, por R$ 18 milhões, e a revendeu apenas dez dias depois por R$ 24 milhões, um lucro de R$ 6 milhões — uma valorização de 33% em um período recorde.

A negociação foi confirmada por duas imobiliárias de alto padrão que atuam na região, a Lopes e a Brasil Brokers, e chamou a atenção de especialistas. Segundo dados do Índice FipeZap de agosto, o preço médio do metro quadrado em São Paulo subiu 1,2% no mês, mas transações como essa mostram que, em segmentos de luxo e com localização privilegiada, a valorização pode ser muito maior. O próprio bairro do Itaim Bibi, um dos mais valorizados da capital, registrou alta de 2,8% no trimestre.

A operação, no entanto, não foi uma simples compra e venda. Segundo fontes próximas ao negócio, Felipe Neto utilizou um instrumento pouco conhecido do grande público: o contrato de promessa de compra e venda com cessão de direitos. Ele pagou uma entrada de R$ 2 milhões, assumiu o contrato original e, antes mesmo de registrar a escritura, repassou o imóvel para um investidor estrangeiro interessado em ativos brasileiros. A diferença entre o valor de compra e o de venda, os R$ 6 milhões, entrou diretamente no caixa dele, sem passar por financiamento bancário.

Essa estratégia, embora legal, exige atenção. O advogado especialista em direito imobiliário, Ricardo Nunes, explica que a cessão de direitos é uma ferramenta comum em incorporações, mas menos frequente em imóveis prontos. "O risco está na documentação: é preciso verificar se não há vícios no contrato original e se a incorporadora ou o vendedor original permitem a cessão. No caso, parece que tudo foi feito dentro da lei, mas é um caminho que exige assessoria jurídica séria", afirma.

O movimento de Felipe Neto não é isolado. No primeiro semestre de 2026, o mercado de imóveis de luxo no Brasil registrou alta de 15% no volume de transações, segundo a Abrainc. Parte desse crescimento é impulsionado por investidores que buscam alternativas à renda fixa, ainda afetada pela taxa Selic, que no último Copom, realizado em agosto, foi mantida em 12,75% ao ano. Com juros altos, o setor imobiliário de alto padrão tem se mostrado atrativo para quem busca retorno rápido, especialmente em regiões como Itaim Bibi, Jardins e Faria Lima, onde a demanda supera a oferta.

Para o investidor comum, a lição é clara: a informação vale mais que o capital. Felipe Neto não comprou o imóvel por acaso. Ele monitora há meses as oportunidades em São Paulo e conta com uma rede de corretores e advogados que o avisam com antecedência sobre bons negócios. "Ele não é um especulador desinformado; é um investidor que entende de timing e de documentação", comenta a corretora Renata Costa, que participou da venda.

Mesmo assim, especialistas alertam que operações como essa não são para amadores. O mercado imobiliário de luxo tem alta liquidez, mas também exige capital de giro e tolerância a riscos jurídicos. Para quem quer começar, o caminho mais seguro ainda é o financiamento tradicional ou os fundos imobiliários, que neste mês voltaram a ser destaque na B3, com captação de R$ 2 bilhões em agosto. Felipe Neto, porém, mostrou que, com o timing certo, o imóvel pode render mais que a Bolsa — pelo menos em dez dias.

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