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IA Generativa: 1 em cada 3 brasileiros usou para economizar R$ 280 em compras este mês

Assistentes de IA estão virando uma extensão do bolso do consumidor: pesquisas mostram que 34% dos brasileiros usam essas ferramentas para comparar preços e achar cupons. Entenda como isso muda o seu dia a dia.

Redação Perspectiva Imobiliária·
IA Generativa: 1 em cada 3 brasileiros usou para economizar R$ 280 em compras este mês

Não é mais coisa de entusiasta de tecnologia: a IA generativa virou parte da rotina de milhões de brasileiros, e não apenas para gerar textos ou imagens. Neste mês de agosto, uma pesquisa do Datafolha encomendada pela plataforma de cupons Cuponeria revelou que 34% dos brasileiros usaram assistentes como ChatGPT, Gemini ou Claude para economizar dinheiro em compras do dia a dia. E o resultado não é tímido: a economia média foi de R$ 280 por pessoa, considerando a soma de todos os descontos obtidos com a ajuda dessas ferramentas no trimestre.

A tendência já vinha crescendo, mas os dados mostram um salto recente. No mesmo período do ano passado, apenas 18% dos entrevistados diziam usar IA para comparar preços ou buscar ofertas. O que mudou? Em junho, a OpenAI lançou o GPT-5 com navegação em tempo real muito mais rápida, e o Google atualizou o Gemini com integração direta com o Google Shopping e o Google Maps. Agora, em vez de abrir dez abas no navegador, o consumidor pergunta: "qual o melhor preço de uma geladeira de 400 litros num raio de 10 km?" e recebe uma lista ordenada com preços, frete e até avaliações de lojas.

O impacto no cotidiano é prático. A antropóloga e pesquisadora de consumo da FGV, Marina Siqueira, afirma que a IA está mudando a relação com o ato de comprar. "As pessoas estão delegando decisões de compra a um assistente virtual, o que reduz o estresse da comparação, mas também cria uma nova dependência: quem não usa pode estar pagando mais caro", alerta. No setor de supermercados, por exemplo, alguns aplicativos já permitem que o consumidor escaneie o carrinho e receba em segundos uma sugestão de onde é mais barato, com base em preços em tempo real de redes concorrentes.

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E os números não param nos consumidores. As próprias empresas estão usando IA para precificar e ofertar em tempo real, o que cria um ciclo: quanto mais gente usa IA para achar o menor preço, mais as empresas precisam ajustar suas ofertas. Segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as compras feitas via assistentes de voz ou chat já representam 8% do total no varejo alimentar brasileiro, contra 3% no início do ano. A expectativa é que esse número dobre até o fim de 2026.

Por outro lado, há um alerta: nem toda economia é real. Especialistas em defesa do consumidor apontam que algumas plataformas estão usando IA para criar "falsas promoções" — inflando o preço anterior para parecer que o desconto é maior. O Procon-SP já recebeu 1.200 reclamações neste mês sobre esse tipo de prática. A orientação é sempre conferir o histórico de preços em sites como o Zoom e o Buscapé antes de fechar a compra.

Para quem ainda não usa, a dica é começar com tarefas simples: pedir ajuda para montar uma lista de compras com orçamento limitado, comparar preços de eletrônicos ou até negociar contas de serviços como internet e telefone. A IA generativa não é apenas uma ferramenta de futuro: ela já está no bolso do brasileiro e, neste mês de agosto, está literalmente colocando R$ 280 a mais no fim do mês. O que muda a partir de agora é o seu bolso — se você souber usar.

#IA generativa#economia doméstica#consumo consciente
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