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Governo amplia MCMV em 62 mil novas unidades e reduz juros para famílias de baixa renda

Novas regras do Minha Casa, Minha Vida, anunciadas nesta semana, elevam o subsídio médio para R$ 100 mil e ampliam o teto do FGTS Futuro. Medida deve injetar R$ 8,2 bilhões no setor até dezembro.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Governo amplia MCMV em 62 mil novas unidades e reduz juros para famílias de baixa renda

O governo federal anunciou nesta quinta-feira, 17 de julho, a oitava expansão do Minha Casa, Minha Vida desde a recriação do programa, em 2023. Serão 62 mil novas unidades contratadas até o fim do trimestre atual, com subsídio médio recorde de R$ 100 mil por família – ante os R$ 72 mil praticados no início de 2025. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e passa a valer imediatamente.

De acordo com o Ministério das Cidades, a taxa de juros para famílias com renda de até R$ 2.640 caiu de 4% para 3,5% ao ano, o menor patamar da série histórica do programa. Para a faixa 2 (renda até R$ 4.400), a taxa passou de 6% para 5,5%. A redução foi possível graças ao novo aporte de R$ 2,1 bilhões ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), aprovado pelo Conselho Curador na última sexta-feira.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, afirmou em coletiva que a expectativa é contratar 22 mil unidades ainda em julho, aproveitando o bom momento do mercado de trabalho – a taxa de desemprego fechou junho em 6,9%, a menor desde 2013, segundo o IBGE. “Estamos vivendo o maior ciclo de investimento habitacional da última década”, disse.

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) calcula que o anúncio deve gerar cerca de 180 mil empregos diretos nos próximos 12 meses. O presidente da entidade, Luiz França, destacou que o impacto será sentido principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde o déficit habitacional é mais agudo: juntas, as duas regiões concentram 52% dos novos contratos previstos.

Especialistas apontam que a medida pode esquentar ainda mais o mercado de imóveis populares, que já acumula alta de 14% nos preços do metro quadrado no primeiro semestre de 2026, segundo o índice FipeZap. A preocupação é com eventual pressão inflacionária nos materiais de construção, mas o Banco Central sinalizou que não vê riscos sistêmicos. O Copom manteve a Selic em 10,5% ao ano na reunião de junho, favorecendo o crédito.

Para o comprador, as novas condições significam economia de até R$ 200 por mês na prestação, dependendo do valor do imóvel. A Caixa já começou a receber propostas nesta quinta-feira. A expectativa do mercado é que o programa feche 2026 com 280 mil unidades financiadas, superando a meta inicial de 250 mil.

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