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Foz do Iguaçu lidera ranking de valorização imobiliária no 2º trimestre de 2026

Levantamento do FipeZap mostra alta de 4,8% nos preços de apartamentos em Foz do Iguaçu entre abril e junho, impulsionada por turismo e obras de infraestrutura. Goiânia e São José dos Campos completam o pódio.

Redação Perspectiva Imobiliária·
Foz do Iguaçu lidera ranking de valorização imobiliária no 2º trimestre de 2026

O mercado imobiliário brasileiro registrou no segundo trimestre de 2026 uma valorização média de 1,9% nos preços de apartamentos, segundo o índice FipeZap divulgado nesta semana. Mas algumas cidades se destacaram com altas bem acima da média, puxadas por fatores como expansão do turismo, investimentos públicos e demanda aquecida por imóveis de padrão médio.

Foz do Iguaçu, no Paraná, lidera o ranking com impressionantes 4,8% de valorização no trimestre. O crescimento está diretamente ligado ao aumento do fluxo de turistas — a cidade recebeu 18% mais visitantes neste primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Secretaria Municipal de Turismo. Além disso, a conclusão da nova ponte com o Paraguai, entregue em março, facilitou o comércio e atraiu investidores.

Em segundo lugar aparece Goiânia, com alta de 4,2%. A capital goiana vem se beneficiando do boom do agronegócio e da chegada de novas empresas de tecnologia. O mercado de imóveis de alto padrão, especialmente em bairros como Setor Bueno e Jardim Goiás, puxou os preços para cima. Dados da Secovi-GO indicam que o metro quadrado médio na cidade atingiu R$ 8.450 em junho.

Completando o pódio, São José dos Campos (SP) registrou elevação de 3,9%. A cidade vive um momento de forte demanda por imóveis residenciais, impulsionada pela geração de empregos no setor aeroespacial e pela expansão de condomínios horizontais na região sul. O Índice de Velocidade de Vendas da Abrainc mostra que 76% dos lançamentos do primeiro semestre já foram comercializados em São José.

Outras cidades que merecem destaque são Vitória (ES), com 3,5% de alta, impulsionada por obras de revitalização da orla e pela escassez de terrenos na ilha, e Florianópolis (SC), que subiu 3,3% puxada pelo mercado de imóveis de veraneio e pelo crescimento do home office — a capital catarinense tem o maior percentual de trabalhadores remotos do país, segundo pesquisa do IBGE.

Na contramão, as capitais do Nordeste apresentaram desempenho mais modesto. Salvador registrou alta de apenas 0,8% no trimestre, reflexo da desaceleração econômica local e do excesso de oferta em bairros como Pituba e Barra. Recife e Fortaleza ficaram estáveis. O economista do Secovi-SP, Pedro Torres, explica: "O ciclo de aperto monetário recente, com a Selic mantida em 14,25% ao ano após a última reunião do Copom, freou o crédito imobiliário nas regiões mais dependentes de financiamento. Já cidades com forte renda própria ou demanda turística conseguiram driblar a alta dos juros."

Para quem busca investir em imóveis, o momento exige atenção. Apesar das altas pontuais, o cenário macroeconômico ainda é desafiador. Especialistas recomendam focar em cidades com vocação econômica clara e oferta limitada. Foz do Iguaçu e Goiânia, por exemplo, ainda têm potencial de valorização nos próximos trimestres, enquanto São José dos Campos pode enfrentar saturação se a oferta de novos lançamentos acelerar.

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