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FIIs de tijolo sobem 5,2% na semana; 3 fundos puxam o IFIX, veja quais

Enquanto o IFIX renovou máxima histórica, três fundos de shopping e logística dispararam após balanços fortes. Confira os papéis que lideraram os ganhos e se ainda há espaço para compra.

Redação Perspectiva Imobiliária·
FIIs de tijolo sobem 5,2% na semana; 3 fundos puxam o IFIX, veja quais

Esta semana foi histórica para o mercado de fundos imobiliários. O IFIX, principal índice do setor na B3, fechou esta terça-feira (12) com alta acumulada de 5,2% na semana, renovando a máxima histórica aos 3.542 pontos. O desempenho foi puxado por uma combinação de queda na curva de juros futuros, após o Copom ter mantido a Selic em 9,75% ao ano, e pela leva de balanços do segundo trimestre divulgados nos últimos dias.

Entre os destaques, os FIIs de tijolo — que investem em empreendimentos físicos — foram os grandes protagonistas. O XP Malls (XPML11) subiu 7,8% na semana, impulsionado pela alta de 12% na receita de aluguéis e pela revisão de guidance do fundo. Já o VBI Logística (LVBI11) avançou 6,9%, com a notícia de que a vacância caiu para 4,2%, menor nível desde 2022. O terceiro colocado, o Hedge Brasil Shopping (HGBS11), acumulou ganho de 6,5%, refletindo a venda de um ativo em Fortaleza por 12% acima do valor contábil, o que deve gerar um yield adicional de 1,2% para os cotistas.

Esse movimento não é isolado. Desde o início do trimestre, o IFIX acumula alta de 11,4%, impulsionado pelo ingresso líquido de R$ 2,3 bilhões em novas ofertas e pelo apetite dos investidores por renda passiva. Dados da Anbima mostram que a captação líquida dos FIIs em julho atingiu R$ 1,8 bilhão, o melhor mês desde abril. Esse dinheiro novo tem sido direcionado majoritariamente para fundos de tijolo, que hoje representam cerca de 60% do índice.

No entanto, a euforia vem acompanhada de alertas. O dividend yield médio dos FIIs de tijolo caiu para 8,4% ao ano, ante 9,8% em dezembro de 2025, segundo levantamento da Fipezap. Para o analista da XP, Renan Silva, os valuations já estão menos atrativos em alguns segmentos, especialmente em lajes corporativas e shoppings de alta renda. "O investidor precisa ser seletivo: fundos com contratos atípicos e prazos longos continuam fazendo sentido, mas quem busca yield acima de 9% terá que olhar para os fundos de papel, que sofrem com o risco de crédito", explica.

Outro ponto de atenção é o andamento da reforma tributária. Na semana passada, o relator na Câmara sugeriu elevar a tributação sobre rendimentos de FIIs de 20% para 25% em um novo substitutivo. A proposta, ainda em discussão, derrubou as cotas de alguns fundos em até 3% na última sexta-feira, mas a recuperação veio com a fala do presidente da Câmara de que a matéria "não deve ser votada neste semestre". Mesmo assim, o risco regulatório segue no radar dos investidores.

Para quem quer posicionar a carteira agora, os especialistas recomendam olhar para fundos de logística e renda urbana, que ainda negociam com desconto de 8% em relação ao valor patrimonial, enquanto os de shopping já estão praticamente no preço justo. Uma alternativa é aproveitar as ofertas de FIIs em andamento nesta semana, como o CSHG Logística (HGLG11) e o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNRI11), que captam recursos para expansão em galpões de alto padrão.

Em resumo, a semana foi de ganhos expressivos, mas o ciclo de alta exige cautela. O investidor que já está posicionado pode considerar a realização parcial dos lucros, enquanto quem está de fora deve buscar oportunidades seletivas, sempre atento ao prazo de duração dos contratos e à qualidade dos inquilinos. O IFIX deve continuar sendo destaque no segundo semestre, mas a palavra de ordem é diversificação.

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