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FIIs de tijolo disparam 12% em 30 dias; veja os 5 fundos que lideram

Com Selic em 11,75% e IPCA em 4,2%, fundos de shopping e lajes corporativas surpreendem. Levantamento da B3 mostra quais FIIs mais valorizaram em julho e o que esperar para agosto.

Redação Perspectiva Imobiliária·
FIIs de tijolo disparam 12% em 30 dias; veja os 5 fundos que lideram

O mercado de fundos imobiliários vive uma de suas melhores fases do ano. Em meio à queda da Selic e à busca por renda ativa, os FIIs de tijolo — aqueles que investem em imóveis físicos — acumulam alta média de 12% nos últimos 30 dias, segundo levantamento da B3 divulgado nesta quarta-feira (5). O desempenho contrasta com o CDI, que rendeu cerca de 0,9% no mesmo período.

Entre os destaques, os fundos de shopping centers lideram, com valorização de 18,3% no mês, impulsionados pelo aumento de vendas nas grandes cidades e pela revisão de contratos de aluguel com cláusulas de reajuste atreladas ao IPCA. Já os fundos de lajes corporativas avançaram 14,1%, reflexo da queda de vacância em São Paulo, que atingiu 16,2%, o menor nível desde 2022, segundo dados da Abrainc.

O movimento é atribuído à combinação de Selic em 11,75% — após dois cortes consecutivos do Copom, que sinalizou nova redução em setembro — e à expectativa de que os rendimentos dos FIIs continuem atrativos. "O investidor está migrando da renda fixa para ativos com potencial de ganho de capital, mas ainda com boa distribuição de dividendos", afirma a analista Marina Costa, da XP.

Entre os 5 fundos que mais se destacaram no mês estão o HSI Malls (HSML11), com alta de 21,4%; o VBI Logística (LVBI11), 19,8%; o FII Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11), 18,7%; o Kinea Renda Imobiliária (KNRI11), 17,2%; e o Hedge Brasil Shopping (HGBS11), 16,9%. Os dados consideram a variação das cotas na B3 entre 1º e 30 de julho.

Apesar do otimismo, especialistas alertam para a necessidade de análise criteriosa. "Alguns fundos já estão sendo negociados com ágio sobre o valor patrimonial (P/VP acima de 1,1), o que pode limitar ganhos futuros. É preciso olhar o histórico de distribuição e a qualidade dos inquilinos", pondera o gestor da Suno Research, Ricardo Andrade.

Para as próximas semanas, o mercado agenda três IPOs de fundos de papel e dois de tijolo, com captação estimada em R$ 2,4 bilhões. A expectativa é que o fluxo continue forte, especialmente se o Copom confirmar o corte de 0,5 ponto percentual na reunião de 16 e 17 de setembro. "Se a Selic cair para 11,25%, os FIIs podem ganhar ainda mais tração, pois o dividend yield médio dos fundos de tijolo está em 9,8% ao ano", conclui Marina.

Para quem busca recomposição de carteira, o momento exige equilíbrio: fundos de logística apresentam demanda aquecida pelo e-commerce, enquanto os de papel podem ser uma alternativa para quem quer exposição ao crédito imobiliário com menor volatilidade. A dica é acompanhar os relatórios gerenciais de agosto e os comunicados de aquisição de ativos, que costumam sinalizar a estratégia de cada gestão.

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